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Conflito do Irão afeta destinos turísticos fora do Médio Oriente

Pessoas fazem fila para comprar combustível em Colombo, Sri Lanca
População faz fila para combustível em Colombo, Sri Lanca Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Dianne Apen-Sadler
Publicado a Últimas notícias
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Vários países asiáticos dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz e alguns destinos já limitam o consumo de combustível, quando o conflito entra na quarta semana.

Os cancelamentos de voos e avisos de viagem na sequência do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão afetaram gravemente a indústria do turismo no Médio Oriente, mas os efeitos do conflito não se limitam à região.

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Economias asiáticas estão entre as mais afetadas pelas tensões no estreito de Ormuz, com países como a Índia, a China, o Japão e outros no Sudeste Asiático fortemente dependentes do petróleo importado que passa por esta estreita via marítima.

Agora, alguns destinos turísticos populares estão a adotar medidas para limitar o consumo de combustível nos respetivos países.

Eis o essencial.

Limites à compra de combustível no Sri Lanka - mas não para hotéis ou operadores turísticos

O Sri Lanka recebeu cerca de 2,05 milhões de turistas estrangeiros em 2024, mais de metade dos quais provenientes da Europa, incluindo quase 180 mil pessoas do Reino Unido e mais de 135 mil da Alemanha, segundo a Agência de Desenvolvimento do Turismo do Sri Lanka.

Na sequência da crise, o país implementou uma semana de trabalho de quatro dias para os funcionários públicos não essenciais, tendo a quarta-feira sido escolhida como dia de folga adicional.

Foram igualmente introduzidos limites à compra de combustível, mas, numa atualização da página de conselhos de viagem sobre o Sri Lanka, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento do Reino Unido (FCDO) indicou que «serão implementados acordos especiais para operadores turísticos e hotéis, de forma a minimizar as perturbações no turismo».

Egito fecha lojas e restaurantes mais cedo

O Egito teve um ano excecional para o turismo em 2025, graças à abertura do muito aguardado Grand Egyptian Museum, com 19 milhões de chegadas internacionais, mais 20% face ao ano anterior, de acordo com o mais recente Barómetro do Turismo das Nações Unidas.

Para além de assinalar que uma escalada «poderá provocar perturbações nas viagens e outros impactos inesperados», os conselhos do FCDO sobre o Egito mantêm-se inalterados. Em particular, recomenda-se evitar deslocações ao governorato do Norte do Sinai, que faz fronteira com a Faixa de Gaza, bem como à fronteira com a Líbia.

Ainda este mês, os horários de encerramento de lojas, centros comerciais e restaurantes vão ser antecipados, numa tentativa de reduzir o consumo de energia.

Segundo o Egypt Today (fonte em inglês), os horários de fecho passam para as 21h00 nos dias de semana e para as 22h00 às quintas e sextas-feiras, durante um mês a partir de 28 de março. A semana de trabalho no Egito decorre de domingo a quinta-feira, o que significa que o horário alargado coincide com as noites de fim de semana.

Tailândia enfrenta falta de combustível para táxis

A Tailândia recebeu quase 33 milhões de visitantes internacionais no ano passado, incluindo 41 mil britânicos, 41 mil alemães e 40 mil espanhóis.

A escassez de combustível está a provocar longas esperas no aeroporto de Suvarnabhumi, o principal de Banguecoque, porque há menos táxis em circulação. Normalmente, cerca de 6 000 táxis servem o aeroporto, mas o número em operação ronda agora os 2 500, e muitos evitam percursos de longa distância por receio de ficarem sem combustível, relata o The Nation Thailand (fonte em inglês).

Para quem utiliza transportes públicos, os preços dos combustíveis estão a ser limitados e as operadoras de transporte foram instadas a não aumentar as tarifas, escreve o Bangkok Post (fonte em inglês).

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