Setor do turismo procura esquecer pandemia de covid-19 em Berlim

Posto da República Dominicana na ITB
Posto da República Dominicana na ITB Direitos de autor JOHN MACDOUGALL/AFP or licensors
De  Cyril FournerisEuronews
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A maior feira de viagens do mundo está a decorrer na cidade alemã até quinta-feira.

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Após três anos de uma pausa forçada pela pandemia de covid-19, Berlim vê regressar à cidade a ITB Berlim, a maior feira de viagens do mundo. Até quinta-feira são esperados cerca de 160 mil visitantes, em maioria, profissionais do setor determinados a virar a página ao abalo que a crise sanitária provocou no mercado.

Deborah Rothe, diretora da feira de turismo, acredita que "o setor das viagens provou ser resistente e adaptável", com "um aumento das viagens internacionais, bem como das viagens ainda domésticas". 

Europa aposta no comboio

"Aberto à mudança" é o lema da edição deste ano, num evento particularmente atento aos cada vez mais clientes interessados em reduzir o impacto climático das viagens e em encontrar alternativas de transporte menos poluentes. 

Neste mercado em concreto, o uso do comboio começa a ser fomentado e a ganhar preponderância nas escolhas dos consumidores. 

"O setor ferroviário na Europa recuperou muito bem. Se compararmos os números de 2022 aos de 2019, já supera em quase 10% o volume pré-covid. Diria que os próximos anos e décadas serão a altura para viajar de comboio, porque os países da Europa estão a investir milhões de euros em novas infraestruturas", defende Björn Bender, presidente e diretor executivo da Rail Europe.

Viagens internacionais aproximam-se dos níveis pré-covid

No ano passado, diz a a Organização Mundial do Turismo (UNWTO), as viagens internacionais a nível mundial atingiram 63% dos níveis anteriores à pandemia.

Aproveitando a vontade de voltar a viajar, a Geórgia apostou na autenticidade para se apresentar como anfitriã da edição de 2023, depois de resultados encorajadores no anterior

De acordo com Levan Davitashvili, ministro da Economia e vice-primeiro-ministro da Geórgia, "2022 foi bastante impressionante. Em termos de receitas recuperámos completamente a partir de 2019, por isso voltámos a entrar nos eixos".

O ano de 2023, diz a OMT, pode vir a marcar o regresso do turismo aos níveis pré-Covid na Europa. No entanto, e de acordo com a mesma entidade, essa evolução vai depender da evolução do abrandamento económico, da situação das viagens na região Ásia-Pacífico e da guerra na Ucrânia.

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