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Europa: aeroportos regionais são os mais expostos à crise do combustível de aviação

A crise energética agrava os desafios já enfrentados pelos pequenos aeroportos europeus, constituindo uma “ameaça existencial”
A crise energética agrava os desafios que os pequenos aeroportos europeus já enfrentam, configurando uma “ameaça existencial”. Direitos de autor  Dennis Gecaj
Direitos de autor Dennis Gecaj
De Rebecca Ann Hughes
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A crise energética agrava os desafios já enfrentados pelos aeroportos mais pequenos da Europa, transformando-se numa ameaça existencial.

Os aeroportos regionais europeus estão particularmente vulneráveis aos impactos da guerra no Médio Oriente, alertou uma associação do sector.

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O estrangulamento retaliatório imposto pelo Irão ao estreito de Ormuz fez disparar os preços do combustível de aviação, que este mês chegaram a ultrapassar os 1 800 dólares (1 535 euros) por tonelada, provocando aumentos nas tarifas aéreas e cortes de voos por parte das companhias.

A crise energética está a agravar as dificuldades já enfrentadas pelos aeroportos mais pequenos da Europa, configurando uma "ameaça existencial".

Pequenos aeroportos enfrentam choque de oferta e procura

Os aeroportos regionais são os mais expostos às consequências da escalada dos custos energéticos, afirmou o Conselho Internacional de Aeroportos da Europa (ACI Europe) num comunicado divulgado esta semana.

A procura nas rotas que servem é, em geral, muito mais sensível ao preço e mais elástica, sendo por isso menos rentável para as companhias aéreas.

Isto significa que, ao decidir onde reduzir capacidade, as companhias aéreas tendem a fazê-lo nas rotas que servem aeroportos regionais, como ilustra a recente decisão da Lufthansa de encerrar a sua subsidiária regional, a CityLine.

Nos anos pós-COVID, os pequenos aeroportos regionais viram o tráfego de passageiros manter-se mais de 30% abaixo dos níveis de 2019, enquanto os maiores aumentaram o seu tráfego em mais de 16%, disse Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI EUROPE.

"Os atuais níveis dos preços do combustível de aviação e a perspetiva de uma nova crise do custo de vida significam que muitos aeroportos regionais em todo o nosso continente irão provavelmente enfrentar um choque simultâneo de oferta e de procura", acrescentou. "Para eles, isto é nada menos do que uma ameaça existencial."

A estas dificuldades junta-se ainda a implementação problemática do Sistema de Entrada/Saída de Schengen (EES), acrescentou a associação, que deverá provocar o caos nos aeroportos regionais que servem destinos turísticos populares neste verão.

Os pequenos aeroportos enfrentam já desafios financeiros, uma vez que as taxas cobradas às companhias aéreas (como taxas de aterragem e de estacionamento) se mantêm cerca de 11% abaixo dos níveis anteriores à pandemia, o que se traduz numa perda média de 2,64 euros por passageiro.

Aeroportos regionais são "indispensáveis"

A ACI Europe sublinha que os aeroportos regionais fazem parte das infraestruturas críticas da Europa e precisam de medidas de proteção.

"Tendo em conta que canalizam 35% da conectividade aérea da Europa, os aeroportos regionais são claramente elementos indispensáveis para o funcionamento do Mercado Único da UE e essenciais para a coesão e o desenvolvimento regional", afirmou Andrea Andorno, presidente executivo do Aeroporto de Turim e presidente do Fórum de Aeroportos Regionais da ACI EUROPE.

"Um aeroporto é verdadeiramente aquilo que coloca uma comunidade no mapa, não apenas europeu mas global. A nossa relevância estratégica tem vindo a aumentar nos últimos anos, reforçando o papel que desempenhamos na agenda de diversificação turística da UE."

A ACI EUROPE e o seu Fórum de Aeroportos Regionais pedem a suspensão dos impostos nacionais sobre a aviação, para aliviar os sectores da aviação e do turismo, bem como os consumidores, durante a crise energética.

Reivindicam ainda a manutenção dos auxílios ao funcionamento para aeroportos regionais com até um milhão de passageiros por ano e a aceleração da descarbonização da aviação.

O grupo defende também que os aeroportos possam suspender totalmente a aplicação do EES de Schengen em caso de tempos de espera excessivos e impossíveis de gerir no controlo de fronteiras durante a época de verão de 2026 e seguintes.

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