Tanto a Emirates como a Etihad Airways anunciaram novos seguros para proteger viajantes cujos países ainda classificam a região como zona proibida.
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão fez cair drasticamente as viagens para o Médio Oriente, com estimativas iniciais a apontarem para prejuízos de 515 milhões de euros por dia para o setor do turismo.
Embora o cessar-fogo em abril tenha levado alguns turistas a regressar à região, e se espere que a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Irão e os EUA, esta semana, também tenha impacto, continua a existir um grande obstáculo às viagens: o seguro.
Ministérios dos Negócios Estrangeiros em todo o mundo emitem avisos de viagem com base em fatores como perturbações civis, guerra e terrorismo, e viajar para um país em contradição com essas recomendações pode invalidar por completo o seguro de viagem.
À data de redação deste artigo, embora o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, o Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO), tenha aliviado os avisos de viagem para muitos destinos no Médio Oriente e na região do Golfo, países como França e Alemanha continuam a desaconselhar todas as deslocações que não sejam estritamente essenciais.
Duas companhias aéreas do Golfo encontraram uma forma engenhosa de contornar o problema, oferecendo o seu próprio seguro de viagem.
Como funciona
A Etihad Airways, com sede em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, oferece um seguro de viagem médica gratuito.
Disponível de julho a dezembro de 2026, a cobertura é válida por até 15 dias nos Emirados Árabes Unidos para todos os visitantes internacionais que cheguem em voos operados pela Etihad. O seguro também está disponível para quem ficar no país através do programa de escala da companhia.
A Emirates, sediada no Dubai, oferece uma cobertura de viagem abrangente, mediante o pagamento de uma taxa adicional, em qualquer voo reservado através de [emirates.com](http://emirates.com %28fonte em inglês%29).
O seguro garante a remarcação gratuita para outra companhia aérea em caso de cancelamento relacionado com o conflito e pode permitir prolongar a estadia até 30 dias, se não for possível sair do destino. Despesas médicas ligadas ao conflito até 25 000 dólares (21 800 euros) também ficam cobertas.
A cobertura de viagem da Emirates inclui ainda elementos padrão, como proteção em caso de cancelamento da viagem e indemnização por atraso ou perda de bagagem.