Fiéis estenderam tapetes de oração junto a edifícios arruinados e escombros, enquanto as famílias tentavam assinalar uma das festas mais importantes do islão. Moradores disseram que o ambiente de celebração tradicionalmente associado ao Eid tinha desaparecido após anos de conflito, deslocação e perda. “Não há Eid”, afirmou Mahmoud Saqer, em Khan Younis, descrevendo o sofrimento generalizado e o luto entre civis que continuam a viver sob violência no território.
Eid al-Adha, conhecido como a Festa do Sacrifício, costuma reunir famílias, presentes e refeições partilhadas em todo o mundo muçulmano. Em Gaza, contudo, muitas famílias dizem estar a lutar apenas para sobreviver. Ayda Al-Banna, que participou nas orações na Cidade de Gaza com a neta, afirmou que os filhos foram mortos e que o Eid já não tem qualquer significado para si.
Imagens de ambas as cidades mostravam apenas sinais limitados de celebração, incluindo alguns balões junto a ruas ladeadas de destruição. A guerra devastou grande parte das infraestruturas de Gaza e deslocou uma parte significativa da população desde que os combates se intensificaram, há anos.