O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido particularmente elogioso em relação a De la Espriella, descrevendo-o como “um líder inteligente, firme e determinado”.
O Departamento de Estado dos EUA disse na sexta-feira que tenciona anunciar um pacote de segurança de mil milhões de dólares para o novo governo de direita do presidente colombiano Abelardo de la Espriella.
Em comunicado, o gabinete do porta-voz do departamento referiu que o pacote visa ajudar Washington e Bogotá a alcançarem “os nossos objetivos comuns”.
De la Espriella tomou posse como presidente na sexta-feira, numa cerimónia na qual participou uma delegação norte-americana que incluía o procurador-geral interino Todd Blanche.
“A delegação demonstra o compromisso dos Estados Unidos em revitalizar a relação EUA-Colômbia e em aprofundar a nossa parceria em matéria de segurança e economia”, afirmou o Departamento de Estado.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido particularmente elogioso relativamente a de la Espriella, a quem chamou “líder inteligente, forte e duro” e que previu que seria “tremendamente bem-sucedido” como presidente da Colômbia e como ponto de apoio para a direita no país sul-americano. Trump disse anteriormente que de la Espriella teria “todo o apoio e força dos Estados Unidos” enquanto estiver no cargo.
Na sexta-feira, Washington indicou também que a Colômbia passou a integrar a “Shield of the Americas”, uma aliança de governos que se estende dos Estados Unidos à América Central e à América do Sul e que se comprometeu a combater os grupos de narcotráfico.
“A Administração Trump congratula-se com a adesão da Colômbia à Shield of the Americas e está pronta a apoiar os esforços do governo de de la Espriella para derrotar as organizações criminosas e narcoterroristas que ameaçam a segurança e a prosperidade económica dos Estados Unidos, da Colômbia e de todo o hemisfério”, afirmou o Departamento de Estado.
Os Estados Unidos têm vindo a envolver-se cada vez mais na América Latina durante o segundo mandato de Trump na Casa Branca, realizando ataques contra embarcações alegadamente ligadas ao tráfico de droga provenientes da região e lançando uma operação para capturar o antigo líder venezuelano Nicolás Maduro. Maduro encontra-se desde então detido em Nova Iorque, acusado, entre outros crimes, de narcoterrorismo e tráfico de droga, acusações às quais se declarou inocente.