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Pelo menos seis mortos nos últimos ataques russos à Ucrânia

Bombeiro apaga incêndio no telhado de um edifício de escritórios danificado por um ataque com drone russo, em Kiev, Ucrânia, sexta‑feira, 25 de setembro de 2026.
Um elemento das equipas de socorro apaga um incêndio no telhado de um edifício de escritórios danificado por um ataque de drone russo, em Kiev, Ucrânia, sexta-feira, 25 de setembro de 2026. -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Nathan Rennolds
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Este sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que a Rússia também efetuou um ataque “duplo” contra um centro logístico do McDonald’s.

Pelo menos seis pessoas morreram e várias ficaram feridas em ataques russos em toda a Ucrânia durante o último dia, segundo as autoridades locais.

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Na região de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, duas mulheres morreram e sete outras pessoas ficaram feridas na sequência de ataques contra a região, informou este sábado de manhã o governador regional, Ivan Fedorov.

“Foram recebidas 86 comunicações de danos em infraestruturas, edifícios residenciais e veículos”, escreveu numa publicação no Telegram.

Duas pessoas morreram também e oito ficaram feridas na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, adiantou o governador Vadym Filashkin, tendo sido retiradas 1 121 pessoas das linhas da frente.

Na região de Kherson, Oleksandr Prokudin, chefe da Administração Militar Regional de Kherson, informou que outra pessoa foi morta e três ficaram feridas em ataques em toda a região.

“As forças russas atingiram infraestruturas críticas e sociais, bem como bairros residenciais nas povoações da região, danificando em particular cinco habitações privadas. Os ocupantes destruíram também veículos particulares”, afirmou Prokudin.

Um homem de 69 anos foi igualmente morto num ataque com drone contra a região de Sumy, no norte do país, segundo as autoridades locais. Mais 10 pessoas ficaram feridas num ataque com bomba aérea guiada contra a região.

As forças russas lançaram ainda mais uma vaga de ataques contra a capital ucraniana durante a noite, ferindo cinco pessoas, segundo o autarca de Kiev, Vitali Klitschko.

A força aérea ucraniana indicou, na manhã de sábado, que a Rússia lançou 173 drones de ataque contra a Ucrânia durante a noite: “De acordo com dados preliminares, às 7h30, as forças de defesa aérea abateram ou neutralizaram 134 drones inimigos dos tipos Shahed e Gerber, bem como outros tipos de drones”, referiu a força, acrescentando que foram registados impactos em 19 locais.

Este sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que a Rússia levou também a cabo um “ataque em dupla investida” contra uma instalação logística ao serviço da cadeia de fast food McDonald’s.

“Ataques incessantes perturbam o quotidiano dos ucranianos, danificam empresas, ameaçam empregos e prejudicam o investimento internacional”, escreveu numa publicação nas redes sociais, partilhando também imagens em vídeo que parecem mostrar o rescaldo dos ataques.

Putin "não quer conflito com a Europa"

As declarações surgem numa altura em que o presidente russo, Vladimir Putin, disse a jornalistas em São Petersburgo que Moscovo não se está a preparar para um conflito com a Europa, apesar dos alertas de responsáveis europeus perante o aumento do número de suspeitos ataques híbridos russos.

“Não nos estamos a preparar para qualquer tipo de hostilidades com a Europa”, afirmou o líder russo. “Não há qualquer motivo real para agravar a situação com a Europa, aconteça o que acontecer, diga quem disser, incluindo nos Estados bálticos”, disse ainda Putin.

Situadas no flanco oriental da NATO, a Estónia, a Letónia e a Lituânia são particularmente vulneráveis a ameaças à segurança decorrentes da invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo. Nos últimos meses, os três países bálticos registaram um aumento rápido das incursões de drones e de incidentes relacionados, o que reforçou as preocupações com a segurança do espaço aéreo e levou Bruxelas a intensificar os esforços para coordenar a resposta europeia.

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