Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Sylvie Guillem: De rebelde a consagrada da dança contemporânea

Sylvie Guillem: De rebelde a consagrada da dança contemporânea
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Tornou-se conhecida como a rebelde do ballet clássico, hoje é uma senhora da dança contemporânea: Sylvie Guillem conta a sua história.

A bailarina francesa Sylvie Guillem, e o seu espetáculo “6000 Miles Away”, foi um dos pontos altos do festival de dança contemporânea “Steps”, em Zurique, na Suíça.

Sylvie Guillem: “‘Bye’ tem a ver com dizer adeus à infância, um adeus a um certo estilo de carreira; o adeus à mulher que fomos e não somos mais. Todos os dias dizemos adeus a qualquer coisa para encontrarmos outra coisa. É uma construção e uma construção é feita de muitas páginas que vamos virando”.

SG:“Os anos passam, mas tenho a impressão de continuar a ser uma criança. Consigo imaginar-me numa escola de raparigas. Tenho a impressão que não cresci em determinadas coisas. Acho que contínuo a ser uma miúda”.

Artista militante, Sylvie Guillem apoia uma ONG para a proteção dos oceanos.

SG: “Tenho, desde sempre, uma atração pelas pessoas apaixonadas. Os apaixonados fazem-me sorrir e os responsáveis da Sea Shepherd são pessoas apaixonadas. Perguntam-me: Porque se preocupa com os peixes? Primeiro, as baleias não são peixes! E, além disso, os oceanos, o mar é um órgão vital, mas as pessoas não ligam. Eu aderi imediatamente à causa. Sou militante”.

Uma consciência ambiental que anda de mão dada com a consciência artística.

SG: “Assim que entramos em cena, vivemos verdadeiramente o presente. Mas é um presente duma outra dimensão, extraordinário. Saímos da normalidade. Quando entramos em cena, saímos da normalidade. O tempo expande-se, e isso é um tempo presente magnífico”.

SG: “Antes, ignorava o que o meu corpo me dizia, isso era um privilégio da juventude. Mas, a certa altura, tomei consciência que isso fazia-me mal, que o corpo era frágil, que tinha de ter mais cuidado, que tinha de mudar, e mudei! Mudei a forma como via as coisas, o método de trabalho, mudei tudo e o que também mudou foi a ideia de invulnerabilidade. Agora sinto-me vulnerável”.

Tem uma carreira de sucesso, reconhecimento mundial, o respeito dos colegas e a palavra fim não é tabu para Sylvie Guillem.

SG: “Há muito tempo que faço isto, sei o que custa. É verdade que, de tempos a tempos, digo que será bom quando tudo acabar, mas não quero que acabe, sobretudo quando penso o que ganhei. O balanço é positivo, portanto não coloco a questão para já, mas penso nisso há muito tempo e, efetivamente, gostava de me dedicar a seguir à jardinagem”.

Nesta peça pode escutar trechos da Sonata para piano Op.111, de Ludwig van Beethoven e de “Rearry”, de David Morrow.

Para mais excertos da entrevista (em Francês) com Sylvie Guillem, clique neste link : http://fr.euronews.net/2012/05/03/entretien-avec-sylvie-guillem