Diretor do Obervatório dos Direitos Humanos critica Putin e Ucrânia

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O diretor executivo do Observatório Internacional dos Direitos Humanos (“Human Rights Watch”) mostrou-se desagrado com o que encontrou na Rússia

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O diretor executivo do Observatório Internacional dos Direitos Humanos (“Human Rights Watch”) mostrou-se desagrado com o que encontrou na Rússia. Quase dez anos depois da última visita à capital russa, Kenneth Roth voltou esta semana a Moscovo e encontrou escassos sinais de respeito pelos direitos humanos e pela liberdade de expressão.

.KenRoth</a> on 1st visit 2 <a href="https://twitter.com/hashtag/Russia?src=hash">#Russia</a> in decade says repressive rights climate &#39;unrecognizable&#39; <a href="http://t.co/c9kJbqXdjs">http://t.co/c9kJbqXdjs</a> <a href="http://t.co/K2pCwgUvQ8">pic.twitter.com/K2pCwgUvQ8</a></p>&mdash; Human Rights Watch (hrw) 4 dezembro 2014

O responsável da organização humanitária sediada em Nova Iorque lembrou que “desde o inicio da primeira década dos anos 2000, muitos na Rússia começaram a preocupar-se em aumentar a pressão sobre os críticos”. “Mas agora há um alarme total devido às regras autocráticas”, atirou, considerando que “a redução dos direitos tem sido mais pronunciada depois do regresso de Putin à presidência, em 2012.”

Beware the 'share' button in #Russia. Plus #ISIS#forcedlabor#CARcrisis#migration & more http://t.co/RCvfKbYAJApic.twitter.com/EIwdTPFGS1

— Human Rights Watch (@hrw) 31 outubro 2014

“Há quase uma década que não visitava Moscovo e é uma grande desilusão encontrar aqui a pior situação desde os tempos da União Soviética. A diminuição radical da discussão pública e da divulgação de opiniões divergentes representa os fundamentos de um regime autoritário e o irresponsável ‘aventurismo’ existentes hoje por trás dos graves problemas da Rússia”, afirmou Kenneth Roth.

"Full alarm about autocratic rule" in #Russiahttp://t.co/c9kJbqXdjspic.twitter.com/QS4mTdQeBv

— Human Rights Watch (@hrw) 4 dezembro 2014

A trágica situação vivida no leste da Ucrânia também não passou ao lado do diretor do Observatório nesta visita à Rússia, país sob pressão ocidental pelo alegado apoio aos separatistas ucranianos. Kenneth Roth começou por apontar o dedo às forças militares ucranianas pelo alegado recurso, por exemplo, a bombas de fragmentação e outras munições pesadas contra zonas residenciais controladas pelos rebeldes pró-russos.

Ukraine Used Cluster Bombs, Evidence Indicates http://t.co/oGm5ljH766 by ARothNYT</a> photo by <a href="https://twitter.com/SergeyPonomarev">SergeyPonomarevpic.twitter.com/itEHA0p9wC

— Human Rights Watch (@hrw) 21 outubro 2014

O responsável sublinhou, contudo, que essa estratégia bélica das forças às ordens do Governo não dá razão aos separatistas pró-russos para deter, torturar ou executar civis em nome da guerra.

In Moscow today, KenRoth</a> will highlight crackdown in <a href="https://twitter.com/hashtag/Russia?src=hash">#Russia</a> &amp; in Russian-occupied <a href="https://twitter.com/hashtag/Crimea?src=hash">#Crimea</a> <a href="http://t.co/6mHmvGpJdx">http://t.co/6mHmvGpJdx</a> <a href="http://t.co/3KvRea2EaP">pic.twitter.com/3KvRea2EaP</a></p>&mdash; Human Rights Watch (hrw) 4 dezembro 2014

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