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Os imigrantes muçulmanos e os medos do movimento Pegida

Os imigrantes muçulmanos e os medos do movimento Pegida
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Para conhecer a opinião dos imigrantes muçulmanos na Alemanha sobre o movimento Pegida, visitámos em Hamburgo o bairro de S. Jorge, onde vive uma

Para conhecer a opinião dos imigrantes muçulmanos na Alemanha sobre o movimento Pegida, visitámos em Hamburgo o bairro de S. Jorge, onde vive uma numerosa comunidade muçulmana, de origens turca, afgã, árabe.

Na mesquita falámos com o imã turco. Ramazan Uçar lamenta que os apoiantes de Pegida estejam a alimentar medos irracionais.

“O movimento Pegida prejudica a imagem da Alemanha e é também um grande movimento que assusta as pessoas. Nas cidades onde protestam, a população muçulmana imigrante é inferior a 1%. Portanto, estas pessoas têm medo de uma coisa que nem sequer existe. Nós, muçulmanos, estamos preocupados com os motivos que estão por detrás disto”, disse o imã.

A maioria destes imigrantes chegaram aqui nos anos setenta para trabalhar, agora têm pequenas empresas.

Acham que o movimento Pegida reflete um grande desconhecimento do Islão.

“Isso só mostra que muitas pessoas conhecem muito mal a religião, o Islão”, disse-nos um jovem muçulmano, enquanto uma mulher sublinhava que “As pessoas deveriam esforçar-se por se dar bem uns com os outros e por mostrar respeito pelas diferentes religiões.”

Medos de parte a parte, desconhecimento, mas também os fantasmas de ameaças que vêm de fora da Europa e que contribuem para reforçar a imagem de um Islão radical e violento. Uma situação que exige de todos, na Europa, o esforço de apostar na convivência pacífica e no bem comum.

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