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Germanwings: Ato deliberado do copiloto leva companhias a impor presença permanente de duas pessoas no cockpit

Germanwings: Ato deliberado do copiloto leva companhias a impor presença permanente de duas pessoas no cockpit
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Várias companhias aéreas vão impor a presença permanente de duas pessoas no cockpit. A decisão surge na sequência das primeiras conclusões do inquérito ao acidente da Germanwings, divulgadas pelo procurador de Marselha esta quinta-feira.

A interpretação mais plausível é que o copiloto, de forma voluntária, recusou abrir a porta do cockpit ao comandante de bordo e acionou o comando para perder altitude

“A interpretação mais plausível, a mais verosímil para nós, é que o copiloto, de forma voluntária, recusou abrir a porta do cockpit ao comandante de bordo e acionou o comando para perder altitude” – explicou Brice Robin. Esta é a conclusão que se pode retirar das gravações contidas na caixa negra. De acordo com o procurador francês, o comandante terá tentado forçar a porta do cockpit. Até ao final da gravação ouve-se o copiloto a respirar, o que indica que estaria vivo. Os passageiros gritam no fim do registo, pelo que só se terão apercebido do que estaria a acontecer nos últimos instantes.

Esta quinta-feira, EasyJet, Iceland Air e Norwegian Air Shuttle decidiram impor imediatamente a presença permanente de duas pessoas no cockpit: se um piloto sair terá de entrar outro membro da tripulação. O Canadá também impôs esta diretiva às suas companhias aéreas. Este procedimento estava já em vigor nos Estados Unidos e em companhias como a Ibéria e a Finnair.