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Iémen: Aliança liderada pela Arábia Saudita mantém raides aéreos

Iémen: Aliança liderada pela Arábia Saudita mantém raides aéreos
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De  Francisco Marques com LUSA, REUTERS
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Na terça-feira, os sauditas anunciaram o fim dos bombardeamentos, mas um dia depois terão realizado pelo menos 12 ataques

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Um dia após ter anunciado o fim dos investidas aéreas sobre o Iémen, a aliança militar pró-Governo liderada pela Arábia Saudita realizou esta quarta-feira pelo menos mais 12 raides, garantiram alguns dos residentes da região alvo dos bombardeamentos.

As testemunhas acrescentaram que nas províncias de Lahj e Dalea teriam morrido pelo menos 10 rebeldes “hutis.”

Saudi-led coalition launches Yemen air strikes despite declared end to bombing http://t.co/NLz57RcLJxpic.twitter.com/YXRGX1dLIB

— FRANCE 24 (@FRANCE24) 22 abril 2015

Em Taez, no sudoeste do país, combates intensos entre as milícias xiitas “hutis” e as forças fiéis ao presidente Mansour Hadi terminaram com a tomada pelos rebeldes de um campo militar. Os confrontos terão feito “dezenas de mortos e feridos” de ambos os lados das barricadas.

Num aparente sinal de abertura à retomada das negociações de paz, os xiitas libertaram, entretanto, o ministro da Defesa, um irmão do Presidente e um general do exército, que haviam sido capturados há quase um mês. Os três deixaram Sanaa esta quarta-feira rumo a Ataq, no sul do Iémen.

#Yemen rivals battle on despite a declared halt to a Saudi-led bombing campaign: http://t.co/oZtsJYNd4W

— Reuters Top News (@Reuters) 22 abril 2015

Na capital, viveu-se, por fim, uma noite tranquila desde o início, a 26 de março, dos raides aéreos da aliança pro-Governo .

A situação humanitária no país é, porém, dramática. Só este mês, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, morreram no Iémen quase mil pessoas e mais de 3.400 ficaram feridas.

Os rebeldes exigem o fim dos ataques aéreos para retomar as negociações de paz.

From 19 March to 20 April 2015, conflicts in #Yemen left 1080 people dead and 4352 injured pic.twitter.com/xg8KypdhR1

— WHO Yemen (@WHO_Yemen) 22 abril 2015

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