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Turquia: AKP precisa de maioria e HDP de 10% dos votos

Turquia: AKP precisa de maioria e HDP de 10% dos votos
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As eleições legislativas da Turquia, no domingo, podem marcar o fim de 12 anos de domínio incontestável do AKP, de Recep Tayyip Erdogan, o

As eleições legislativas da Turquia, no domingo, podem marcar o fim de 12 anos de domínio incontestável do AKP, de Recep Tayyip Erdogan, o presidente. Precisa de uma maioria de 330 assentos parlamentares, para mudar a Constituição e fundar um sistema presidencialista. Mas vários obstáculos podem bloquear o caminho. Apesar da vitória do AKP ser um dado adquirido, as sondagens anunciam um declínio do partido no poder, a mais recente atribui-lhe 42% dos votos.

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Entre os obstáculos à maioria, está o HDP. O pequeno partido pró-curdo tornou-se uma ameaça real para o AKP, pois pode ultrapassar o limiar dos 10%, o que é exigido para entrar no parlamento turco. Selahattin Demirtas, o líder carismático, obteve 9,8% de votos nas presidenciais, em agosto passado, o que serve como indicador. Até agora, o AKP aproveitou a baixa pontuação do HDP, através da teia que é o sistema eleitoral. Todos os votos obtidos por partidos que não atravessam o limiar de 10% revertem automaticamente para o partido vencedor.

A economia estagnada também joga contra o AKP. Durante anos, o crescimento foi de 10%. Em 2014, registou-se uma queda de 2,9%, e 2015 começou com um crescimento nulo, no primeiro trimestre. Este abrandamento revelou as fraquezas de uma economia dependente da construção, do consumo e do endividamento das famílias. De repente, a economia tornou-se argumento de campanha para a oposição e colocou o AKP na defensiva.

A única coisa que poderia enfraquecer o apoio da população ao AKP, seria a alteração da política do governo em relação à Síria.
Quatro anos de guerra mudaram a demografia das zonas fronteiriças turcas, com o afluxo de quase dois milhões de refugiados, mais do que em qualquer outro país vizinho da Síria.
O acolhimento repentino de tantas pessoas causou uma sensação de insegurança económica aos habitantes dessas regiões. Além dessa política de “fronteiras abertas” aos sírios, o país é um dos maiores opositores a Bashar al Assad.
Uma política que, na Turquia, se critica por ser demasiado agressiva e intervencionista.

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