À Euronews, entre outros, um jogador da seleção francesa campeã do mundo em 1998 e o defesa italiano que marcou na final de 2006 expuseram as suas expectativas.
À medida que se aproxima o Mundial organizado em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, toda a gente arrisca um prognóstico sobre o desfecho da prova. Também o Opta Analyst, site de análise desportiva e plataforma de media baseada na base de dados estatísticos da Opta, preparou o seu habitual estudo. O supercomputador da Opta considera mais provável a vitória de Espanha no Campeonato do Mundo, torneio que será disputado pela primeira vez com 48 equipas.
As análises sublinham que a Argentina chega ao Mundial como detentora do título, depois de a Albiceleste, liderada por Lionel Messi, ter conquistado o Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, o terceiro da sua história.
Entre as seis seleções sul-americanas, o outro "peso pesado" é o Brasil, recordista com cinco títulos mundiais, que tentará pôr fim ao jejum que dura desde o último título, em 2002, agora sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, treinador de clubes com um recorde de cinco Ligas dos Campeões conquistadas.
Também o Uruguai, bicampeão mundial, marcará presença no Mundial, ainda que, em geral, os uruguaios sejam apontados com menos hipóteses de chegar ao título do que os restantes rivais sul-americanos.
Um terço das selecções participantes, 16 equipas, representa a Europa. Entre elas estão a tetracampeã Alemanha, a bicampeã França e as seleções de Inglaterra e Espanha, que já conquistaram o troféu uma vez e podem voltar a fazê-lo agora. A tetracampeã Itália, única das oito antigas campeãs do mundo, falhou o apuramento para este Mundial.
Entre estas seleções, a vitória no Mundial que menos surpreenderia, segundo a Opta, seria a da atual campeã da Europa, Espanha. O supercomputador baseia esta conclusão em 25 000 simulações dos possíveis desfechos do torneio.
Previsões da Opta
• Maior favorita ao título é Espanha, que vence o torneio em 16,1% das 25 000 simulações.
• Depois de Espanha surgem França (13%), a Inglaterra (11,2%) e a Argentina (10,4%); em todos estes casos, as seleções ganham o Mundial em mais de 10% das simulações.
• Em 35,9% das simulações, o título é conquistado por um país que nunca foi campeão do mundo (cenário em que pode acreditar, por exemplo, Portugal, quinto no ranking de favoritos, com 7%).
• Só o Brasil (6,6%) e a Alemanha (5,1%) têm mais de 5% de probabilidade de conquistar o título mundial, além das seleções já referidas.
Probabilidades de Espanha
Alguns outros dados curiosos das previsões da Opta
• Espanha é a única seleção que tem mais probabilidades de chegar aos quartos-de-final do que de ficar pelo caminho, cenário que se verifica em 52,1% das simulações.
• Os espanhóis, conhecidos como La Roja, têm 39% de hipóteses de atingir as meias-finais e chegam à final em 25,6% das simulações.
• Espanha tem, primeiro, 75,3% de probabilidade de vencer o seu grupo (à frente de Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde). Mesmo que não ganhe o grupo, tem 98,5% de hipóteses de seguir para a fase dos 32 melhores, a partir da qual atinge os oitavos-de-final em 72,7% das simulações. (O computador calculou de forma semelhante (fonte em húngaro) as probabilidades respetivas de França, Inglaterra e Argentina.)
Como já se percebe pelos dados parcialmente apresentados, depois de 25 000 simulações a Opta chega, no fundo, à mesma conclusão a que chegaria qualquer adepto minimamente atento, sem precisar de fazer contas complicadas à pergunta "quem vai ganhar o Mundial?": uma antiga campeã do mundo.
Computador prevê vitória de antiga campeã do mundo
Se ao 1,7% atribuído ao Uruguai, 13.º no ranking da Opta, juntarmos as percentagens já referidas das restantes seleções campeãs, as hipóteses de uma das sete antigas campeãs presentes no torneio voltar a conquistar o título sobem para 64,1%, contra os 35,9% repartidos pelas outras 41 equipas em prova.
Vale a pena olhar também para quem surge com menos hipóteses: segundo o Opta Analyst, 28 seleções têm menos de 1% de probabilidade de conquistar o título mundial.
Entre estas, o computador atribui à Turquia a maior probabilidade, 0,9%. No fundo da tabela aparecem cinco equipas sem qualquer décima de probabilidade: a República Democrática do Congo, o Qatar, Cabo Verde, o Haiti e Curaçao têm, literalmente, 0% de hipóteses. Neste grupo, o computador coloca o Canadá na 24.ª posição, com – de forma talvez algo surpreendente, o mesmo valor da Áustria – 0,5% de probabilidade de chegar ao título, melhor, por exemplo, do que as hipóteses da Suécia (0,4%) ou da Chéquia (0,3%).
Segundo a projeção, os outros dois co-organizadores têm ainda menos razões para se envergonhar. Embora nem os Estados Unidos (1,2%) nem o México (1%) possam alimentar grandes ambições, surgem, respetivamente, nos 18.º e 20.º lugares, portanto ainda dentro do top 20.
Entre as seleções que não partem como favoritas, mas podem assinar um Mundial acima das expectativas, o computador atribui à Holanda, oitava no ranking, 3,6% de hipóteses, à Noruega (9.ª) 3,5%, à Bélgica (10.ª) 2,4%, à Colômbia (11.ª) 2,1%, à última quarta classificada no Mundial, Marrocos (12.ª) 1,9%, e, às vice-campeã e terceira classificada nas duas últimas edições, Croácia (15.ª), 1,6% de probabilidade de conquistar o título.