EUA e Cuba reabrem embaixadas

EUA e Cuba reabrem embaixadas
De  Ricardo Figueira  com Reuters, AFP, AP

Reaproximação acontece depois de mais de 50 anos de costas voltadas.

Estão oficialmente reabertas as embaixadas dos Estados Unidos em Cuba e vice-versa. Os edifícios que até agora abrigavam secções de interesses voltaram, à meia-noite de hoje, a ter o estatuto de embaixadas, embora ainda não haja embaixadores e a bandeira norte-americana ainda não tenha sido hasteada em Havana.

É significativo, é importante. É um passo decisivo para a normalização das relações. Nós, os cubanos, estamos à espera de ver o que vai acontecer daqui para a frente"

Em Washington, a reabertura vai contar com a presença do chefe da diplomacia de Cuba – É a primeira vez que um governante cubano visita oficialmente os EUA desde a revolução.

Um professor da capital cubana congratula-se com o restabelecer dos laços entre os dois países: “É significativo, é importante. É um passo decisivo para a normalização das relações. Nós, os cubanos, estamos à espera de ver o que vai acontecer daqui para a frente”.

Os dois países estão de costas voltadas desde a revolução de 1959. Apesar dos avanços, o principal obstáculo está ainda por ultrapassar: Obama vai tentar que o Congresso aprove o fim do embargo americano a Cuba: “Sou doente, preciso de muitos medicamentos, mas as farmácias não têm medicamentos suficientes, devido ao embargo e às sanções”, diz uma mulher na fila para conseguir medicamentos numa farmácia de Havana.

A aproximação entre os Estados unidos em Cuba dá força aos dissidentes do regime castrista.
As “damas de blanco”, familiares de presos políticos, manifestaram-se para pedir liberdade e tiveram de enfrentar uma contramanifestação. Algumas foram detidas.

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