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"Bye-bye, Iraque": A história de quem foge do horror

"Bye-bye, Iraque": A história de quem foge do horror
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De  Ricardo Figueira com APTN
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Um casal de refugiados contou aos jornalistas os horrores que o grupo Estado Islâmico lhes fez passar em Mossul.

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Entre os milhares de refugiados que chegam todos os dias à Hungria, uma grande parte foge dos horrores do grupo armado Estado Islâmico, que controla uma grande parte do Iraque e da Síria.
Raed Waleed Abdullah vem de Mossul, uma das cidades mais importantes do Iraque, agora nas mãos dos radicais:

Alguns contaram aos jornalistas o inferno que o grupo extremista faz passar, todos os dias, àqueles que continuam na zona controlada: “Todos os dias, o Estado Islâmico dá novas ordens e a situação é terrível. Não há eletricidade, obrigam-nos a viver segundo os padrões deles. Rejeitam a tradição dos santos e dos profetas. Esse não é o nosso modo de vida”, conta Raed.

Hala, a mulher de Raed, contou a forma como o grupo está a tratar as mulheres: “Fui proibida de sair de casa sem a companhia de um homem. Se o meu marido vai trabalhar, sou obrigada a ficar em casa. Não posso sequer levar os filhos à escola sem ser acompanhada por um homem. Quem recusa as regras deles é atirado do alto de edifícios. Estão a infligir sofrimento à população e não tínhamos outra saída senão obedecer-lhes”.

Apesar do percurso que ainda tem pela frente, Raed mostra-se aliviado por estar na Europa e mostra com orgulho o passaporte, despedindo-se com um “Bye-bye, Iraque”.

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