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Burkina Faso: golpistas entregam o poder ao general Gilbert Diendéré

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Comunidade internacional condena o golpe de estado no Burkina Faso – a ONU, a União Africana (UA) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exigem a libertação imediata do Presidente interino e do primeiro-ministro feitos reféns por militares em Ouagadougou.

Num comunicado conjunto, as três organizações condenam “a flagrante violação da Constituição e da Carta de Transição”.

Membros do Regimento de Segurança Presidencial (RSP), responsáveis pelo golpe de Estado, anunciaram esta quinta-feira que o general Gilbert Diendéré, antigo chefe de Estado-maior e braço direito do ex-Presidente Blaise Compaoré, é o novo líder do Conselho Nacional para a Democracia (CND), o antigo partido no poder.

Um militar com um uniforme do Regimento de Segurança Presidencial leu na televisão pública um comunicado que anuncia a demissão do chefe de Estado interino Michel Kafando e do governo de transição. Este porta-voz dos golpistas acusou o regime de transição de se ter “progressivamente afastado dos objetivos de refundação de uma democracia consensual”.

Michel Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida, e pelo menos dois ministros foram, na quarta-feira, detidos por elementos do Regimento de Segurança Presidencial, favoráveis ao ex-Presidente Blaise Compaoré, derrubado em outubro de 2014 após 27 anos no poder.

Nas ruas de Ouagadougou reina a confusão, com populares a protestar contra as detenções. Foi convocada para a noite de quinta-feira uma manifestação que pretende exigir a libertação do presidente e dos ministros.

As fronteiras foram encerradas e vários média silenciados.