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Netanyahu pondera medidas drásticas contra "guerra das facas"

Netanyahu pondera medidas drásticas contra "guerra das facas"
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A “guerra das facas” em Israel e nos territórios palestinianos conheceu mais um episódio sangrento. Um jovem palestiniano foi morto pelo exército de Israel, perto de Hebron, depois de ter apunhalado um soldado no pescoço. O militar israelita alvo do ataque está no hospital em perigo de vida.

Só desde o início do mês foram mortos 54 palestinianos. Os alegados autores de ataques à faca representam metade deste número.

A situação levou já o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu a ponderar uma “restrição de movimentos aos palestinianos de Jerusalém-Leste”, o que representaria um terço da população árabe da cidade.

Hanan Hashrawi, membro do comité executivo da OLP, já reagiu e diz que a proposta de Netanyahu iria contra os direitos básicos dos cidadãos.

Os palestinianos de Jerusalém-Leste não têm nacionalidade israelita, ao contrário dos israelitas árabes, mas têm liberdade de movimentos e de trabalho dentro do Estado de Israel. Esta parte de Jerusalém foi anexada em 1967, juntamente com a Cisjordânia.

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