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Amnistia Internacional acusa Rússia de crimes de guerra na Síria

Amnistia Internacional acusa Rússia de crimes de guerra na Síria
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Os ataques aéreos da Rússia à Síria representam crimes de guerra, diz a Amnistia Internacional num relatório agora publicado.

A organização não-governamental sediada em Londres denuncia a morte de “centenas de civis” e uma “destruição massiva” na Síria com as operações aéreas russas contra zonas de densidade habitacional elevada, mercados e estruturas médicas, onde não há alvos militares evidentes.

No relatório publicado online, a Amnistia regista mais de 25 ataques entre 30 de setembro e 29 de novembro de 2015. Releva seis raides russos que mataram pelo menos 200 civis e uma dezena de combatentes.

Os ataques, que podem constituir uma violação do direito humanitário internacional, atingiram maioritariamente as províncias de Homs, no centro, Idleb, no noroeste e Alepo, no norte.

Num dos ataques documentados pela Amnistia, três mísseis foram disparados contra um mercado muito frequentado, no centro de Ariha, na província de Idleb, causando 49 mortes. Num outro, a 15 de outubro, registaram-se as baixas de pelo menos 46 civis, dos quais 32 crianças e 11 mulheres que se haviam abrigado no subsolo de um imóvel em Al-Ghanto, na província de Homs.

A Rússia iniciou os ataques aéreos na Síria no final de setembro em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, declarando fazê-lo contra grupos terroristas, entre os quais o chamado Estado Islâmico. Mas os países ocidentais e árabes acusam os russos de atacar a oposição moderada, mais do que este grupo.
Um porta-voz do Kremlin declarou que a instituição analisará o relatório da Amnistia Internacional e um responsável do ministério dos negócios estrangeiros assegurou que não há factos verificados respeitantes a perdas civis.

Por outro lado, o Observatório Sírio dos Direitos do Homem registou, entre o final de setembro e 21 de dezembro, a morte de duas mil cento e trinta e sete pessoas devido aos ataques russos, entre as quais 710 civis, de que 161 seriam crianças e 104 mulheres.

A Human Rights Watch, outra ONG, havia já denunciado a 20 de dezembro a utilização crescente de bombas de fragmentação pelos russos.

A guerra na Síria causou já mais de 250 mil mortes e milhões de deslocados e de refugiados desde 2011.

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