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Presidente do BCE confia no desempenho da banca europeia

Presidente do BCE confia no desempenho da banca europeia
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A solidez dos bancos, dos europeus em particular, continua a suscitar o debate. Quinta-feira as bolsas europeias encerraram no nível mais baixo desde 2013, arrastadas por uma nova queda nas ações dos bancos franceses, italianos e alemães. Para o presidente do Banco Central Europeu, que admite que são grandes os desafios que a Europa tem pela frente, a situação do setor bancário na zona Euro” é muito diferente daquilo que era em 2012”:

“Existe um conjunto de bancos com níveis elevados de crédito mal parado mas que foi identificado durante a avaliação global e, desde então, esses bancos foram, adequadamente, aprovisionados. Por isso, estão em condições de pôr fim a esse crédito mal parado, de forma adequada, nos próximos anos”, adiantou o presidente do BCE.

No Comité de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Mario Draghi, afirmou ainda que “o BCE está pronto para fazer a sua parte”, que pode passar por “reforçar a política monetária”, em março, com dois objetivos: “avaliar a força de uma inflação baixa ao nível doméstico e da formação dos preços, tendo em conta as expectativas da inflação”. E analisar o impacto dos impulsos monetários no sistema financeiro:

“À luz da recente turbulência financeira, vamos analisar o estado de transmissão dos nossos impulsos monetários, no sistema financeiro e, em particular, nos bancos”, afirmou Draghi.

A instabilidade financeira, que se tem feito sentir nos mercados europeus, particularmente nos bancos da Zona Euro, aumenta os desafios da banca portuguesa, principalmente devido à desvalorização da dívida pública.