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Crédito bancário subiu na zona euro, mas há resultados económicos?

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De  Patricia Cardoso com Reuters, Ansa
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Crédito bancário subiu na zona euro, mas há resultados económicos?
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Os empréstimos a empresas e famílias da zona euro tiveram, em fevereiro, o maior ritmo de crescimento desde finais de 2011.

O crédito empresarial subiu 0,9% (0,6% em janeiro). Os empréstimos às famílias aceleraram 1,6%, contra 1,4% no mês precedente.

Os dados do Banco Central Europeu (BCE) deixam antever uma ligeira recuperação económica.

Mas nem todos concordam. É o caso de Nick Parsons, chefe de estratégia cambial, que adianta: “Qualquer subida do crédito bancário é saudada pelo BCE. Se há ou não um verdadeiro impacto na economia real é uma questão completamente diferente. E a evidência até agora, diria, é que o aumento da atividade económica é bastante marginal”.

O crédito subiu, sobretudo, para hipotecas e para o consumo. A progressão dos empréstimos de um a cinco anos foi, particularmente, forte.

No último ano, o BCE comprou milhares de milhões de euros de ativos por mês e recorreu às taxas de depósito negativas para impulsionar o crédito, a economia e fazer subir a inflação.

Esta mantém-se muito baixa, devido ao recuo dos preços da energia. Um fator que, aliado à desaceleração económica mundial, levou o BCE a aumentar o seu programa de estímulo à economia na reunião de março.

A partir de 1 de abril, o BCE vai comprar 80 mil milhões de ativos por mês. A taxa de depósito junto da instituição voltou a baixar: de -0,3% passou a -0,4%.

Os bancos poderao aceder também a uma nova série de empréstimos com taxas de juro muito baixas.