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Genocídio no Ruanda foi há 22 anos

Genocídio no Ruanda foi há 22 anos
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Esta quinta-feira é assinalado o triste aniversário do genocídio no Ruanda que, no período de cem dias entre 7 de abril e o meio de julho de 1994, se saldou na morte de 800.000 pessoas, na maioria de etnia Tutsi, e milhões de deslocados.

Vinte e dois anos depois do massacre, o Conselheiro Especial das Nações Unidas para a Prevenção do Genocídio, Adama Dien, lembra que um crime desta envergadura “não acontece de um dia para o outro”:

“O genocídio é um processo, que demora tempo e exige recursos e planeamento. E sabemos que um genocídio é sempre precedido de violações sérias dos Direitos Humanos. Precisamos de investir mais para lembrar aos líderes os seus papéis na gestão da diversidade, da forma mais construtiva possível”.

Na passada segunda-feira, um dos acusados pelo genocídio – detido em dezembro na República Democrática do Congo – compareceu pela primeira vez em tribunal, em Kigali. Das 90 pessoas indiciadas pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda desde a sua criação, 8 continuam ainda a monte.

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