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Equatorianos erguem-se lentamente dos escombros do sismo

Equatorianos erguem-se lentamente dos escombros do sismo
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As províncias do Equador atingidas pelo sismo canalizam toda a ajuda nacional e internacional no país. Na cidade de Manta, a zona central, mais

As províncias do Equador atingidas pelo sismo canalizam toda a ajuda nacional e internacional no país. Na cidade de Manta, a zona central, mais fortemente atingida, transformou-se em terra de ninguém, onde só entram soldados, bombeiros e residentes que tentam recuperar alguns pertences dos escombros. A reporter Mónica Pinna pode observar a forma como decorrem as operações.

“Estamos no bairro de Taqui, no centro de Manta. Esta foi a área mais afetada. Quase todos os edifícios ficaram seriamente danificados ou simplesmente aluiram. Atrás de mim estão os escombros de uma biblioteca e foi aqui que se registou o maior número de vítimas na cidade. Os socorristas escreveram na parede 92 mortos e 20 pessoas resgatadas”.

O nível de destruição das casas e das infraestruturas nas áreas mais afetadas oscila entre os 30 e os 90%. Os soldados patrulham para evitar pilhagens, enquanto as pessoas voltam pouco a pouco para recuperar alguns pertences, nos edifícios considerados mais seguros.

“Estamos a ser autorizados zona a zona e quando terminarmos aqui, outros residentes de outras zonas vão poder também ir buscar algumas coisas. Nós começámos ontem e terminamos hoje”, conta uma das vítimas.

O balanço das vítimas está agora nos 660 mortos, 20 desaparecidos e 4605 feridos. Há ainda seis províncias em alerta vermelho, mas a fase de buscas já terminou. Ricardo Peñaherrera, do gabinete de emergência nacional, faz o ponto da situação: “Estamos na fase de construção de abrigos temporários, de forma a garantir às pessoas que perderam as casas e que perderam tudo, condições de vida dignas nos próximos meses”.

O governo estima que o sismo afetou fortemente a vida de 1,2 milhões de pessoas; 520 mil só na província de Manabi. Cerca de 30 mil estão em abrigos, mas muitas preferem acampar próximo das casas em ruínas. Este jardim tornou-se, assim, um acampamento. “Estou aqui há 16 dias porque a minha casa ruiu. Tinha um pequeno negócio e agora tudo caiu. As coisas que consegui trazer estão aqui comigo. Estou à espera que a minha casa seja completamente demolida para poder limpar tudo e instalar uma tenda de plástico onde possamos viver”, diz outra vítima.

No dia 16 de abril, o Equador foi sacudido por um sismo de magnitude 7.8 na escala de Richter, o terceiro mais forte da história do país. Estas imagens e testemunhos foram recolhidas na zona sinistrada. Siga a reportagem integral em Aid Zone, a 19 de maio, aqui na euronews.

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