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2016: ano mais quente de que há registo numa alteração climática infernal

2016: ano mais quente de que há registo numa alteração climática infernal
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De  Euronews
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No horizonte está o ano mais quente de que há registo e um aquecimento mais rápido do que o esperado, diz a Organização Meteorológica Mundial (WMO).

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No horizonte está o ano mais quente de que há registo e um aquecimento mais rápido do que o esperado, diz a Organização Meteorológica Mundial (WMO).

2016 record heat underlies need to implement #ParisAgreement, says WMO</a> head <a href="https://t.co/ZjGZoXXk68">https://t.co/ZjGZoXXk68</a> <a href="https://t.co/gQk8kbkMlV">pic.twitter.com/gQk8kbkMlV</a></p>&mdash; UN Climate Action (UNFCCC) July 21, 2016

Junho assinalou o décimo quarto mês seguido de recorde de calor e urge a implementação do pacto saído de Paris em dezembro através da mudança de combustível fóssil para energia verde até 2100, segundo a agência das Nações Unidas. David Carlson, do programa de pesquisa climática da WMO, afirma: “Penso que estamos muito desconfortáveis com o quanto isto nos surpreendeu, que é uma maneira cautelosa de dizer que estamos “cheios de medo do que acontece a seguir”. Se nos surpreendemos tanto este ano, quantas mais surpresas teremos no futuro?

Segundo o Tratado de Paris, quase 200 governos acordaram o limite do aquecimento global abaixo dos dois graus Celsius com referência nos valores pré-industriais, mas os primeiros seis meses de 2016 já foram 1.3 graus Celsius mais quentes do que isso, segundo a NASA.

O cientista-chefe da Greenpeace, Dr. Doug Parr, sublinha: “Este relatório enfatiza de novo a importância da acção internacional face à alteração climática. Não é algo que possamos continuar a adiar ou a pôr de lado até a economia melhorar ou o que seja. Quer realmente dizer que temos de agir agora. Precisamos de ratificar Paris. Precisamos de fazer o que precisa ser feito.”

Até agora, apenas 19 países ratificaram o Tratado de Paris.

As temperaturas registadas maioritariamente no hemisfério norte no primeiro semestre deste ano, acrescidas a um degelo precoce e rápido do Árctico e a novos picos nos níveis de dióxido de carbono traduzem mudanças climáticas mais rápidas.

Ondas de calor, dilúvios e cheias são a ilustração do efeito de estufa e o alerta visível.

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