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Alemanha: Suposto jihadista do EI na barra dos tribunais

Alemanha: Suposto jihadista do EI na barra dos tribunais
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A justiça alemã começou a julgar esta segunda-feira um homem suspeito de ter combatido nas fileiras do grupo Estado Islâmico na Síria.

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A justiça alemã começou a julgar esta segunda-feira um homem suspeito de ter combatido nas fileiras do grupo Estado Islâmico na Síria.

Abdelkarim E. de 30 anos foi detido na fronteira da Turquia, quando regressava da Síria, em 2014, antes de ser extraditado para a Alemanha no ano passado.

O suspeito é acusado de pertencer a um grupo terrorista e de preparar atos de violência, assim como de crimes de guerra, como explica a procuradora federal, Carola Bitter.

“O suspeito esteve envolvido nas unidades de combate do grupo Estado Islâmico e para lá disso é acusado de cometer crimes de guerra. Há provas concretas de que mutilou o corpo de um combatente da oposição: cortou-lhe as orelhas e o nariz. O acusado filmou tudo com o seu telemóvel e pronunciou comentários injuriosos”.

O suspeito é igulamente acusado de preparar um ataque na Alemanha, depois de ter tentado enviar para o país um explosivo artesanal, através da namorada, detida na fronteira turca.

A Defesa do arguido tentou hoje, sem sucesso bloquear o processo, evocando provas “inconcretas” e “lugares-comuns” no auto de acusação. Para o advogado de Abdelkarim o suspeito não pode ser julgado por crimes levados a cabo noutro país.

“Nós estamos a entrar num novo terreno legal em termos de crimes contra a lei internacional. Não houve muitos julgamentos deste tipo na Alemanha. Na opinião da Defesa, não se pode imputar ao arguido a mutilação de um corpo na Síria”, afirmou o advogado de defesa Oliver Gorski.

O processo deverá durar até Outubro, num momento em que a Alemanha teme que dos 850 combatentes jihadistas alemães na Síria, cerca de 280 teriam regressado ao país.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Mazière tinha confirmado ontem que 510 pessoas estão atualmente sob vigilância por “propensão ao islamismo” e possibilidade de levarem a cabo um atentado no país.

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