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Síria: bombardeamentos intensificam-se antes da trégua anunciada

Síria: bombardeamentos intensificam-se antes da trégua anunciada
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Na Síria, as bombas voltaram a ser sentidas, no terreno, apesar do cessar-fogo, no horizonte.

Esperamos que a Rússia consiga garantir que o governo sírio aceita todas as exigências no que respeita às atividades aéreas e ao acesso da ajuda humanitária

John Kerry Secretário de Estado norte-americano

Os bombardeamentos sobre a cidade rebelde de Idlib fizeram, este sábado, mais 30 mortos e largas dezenas de feridos.

O ataque, alegadamente levado a cabo por aviões russos, ocorre dois dias antes do início da trégua, acordada entre a Rússia e os Estados Unidos e aceite, entretanto, pelo próprio governo sírio.

Para que o cessar-fogo, em vigor a partir de segunda-feira, possa ser bem-sucedido, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, refere duas condições essenciais:

“Se houver grupos dentro da oposição legítima que queiram manter a sua legitimidade, devem distanciar-se o mais possível, da Frente Nusra [agora rebatizada Fateh al-Sham] e do Estado Islâmico. E esperamos que a Rússia consiga garantir que o governo sírio aceita todas as exigências no que respeita às atividades aéreas e ao acesso da ajuda humanitária.”

O acordo, que visa a retoma das negociações com vista a uma transição política, prevê que, se o cessar-fogo for respeitado durante sete dias, se dê início a uma cooperação militar inédita entre Estados Unidos e Rússia.

Mas, em Alepo, onde os bombardeamentos fizeram, este sábado, mais 46 vítimas mortais, os habitantes estão céticos.

“No passado, vimos que o regime não respeitou as tréguas de todo e ignorou os termos desses acordos. É por isso que não apoiamos este cessar-fogo. Dizem-se defensores do cessar-fogo quando afinal têm estado a bombardear o povo com os aviões? Que tipo de cessar-fogo é este?”, interroga-se Abo Alith, combatente do Exército Sírio Livre.

Descrito como “a melhor forma de salvar vidas” – num conflito que dura há cinco anos e já fez mais de 290 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados -, o acordo prevê que os combates cessem às 19 horas (5 da tarde, em Lisboa) de segunda-feira.

Se for respeitado, o cessar-fogo coincidirá com o Aid el-Adha, a grande festa muçulmana.