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Socialistas espanhóis à beira da implosão

Socialistas espanhóis à beira da implosão
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Os socialistas espanhóis estão à beira da implosão. A contestação a Pedro Sánchez atingiu o zénite com a demissão de 17 elementos da comissão executiva federal com o propósito de fazer cair o secretário-geral do PSOE. Mas os apoiantes de Sánchez recusam a dissolução deste órgão e começaram a preparar o próximo congresso extraordinário, o que os opositores rejeitam.

Para Verónica Pérez, a presidente do Comité Federal do PSOE, “quando o secretário-geral de uma comissão executiva se demite ou quando mais de metade dos seus membros se demitem, a comissão dissolve-se imediatamente”.

O braço-de-ferro no seio do PSOE tem como pano de fundo a crise política espanhola. O país está com um governo de gestão há dez meses e arrisca-se a ir à urnas pela terceira vez num ano.

Pedro Sánchez é acusado de colocar o partido num buraco – além de perder as eleições nacionais em dezembro e em junho, viu agora o PSOE obter os piores resultados nos sufrágios autonómicos da Galiza e do País Basco.

Os críticos apontam também o dedo a Sánchez por não viabilizar, com uma abstenção, um governo minoritário de Mariano Rajoy. O que daria tempo ao partido para se reorganizar