França: Polícias querem meios de "legítima defesa"

França: Polícias querem meios de "legítima defesa"
De  Euronews
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Foi uma agressão que fez explodir os polícias em França.

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Foi uma agressão que fez explodir os polícias em França. Há duas semanas, em Viry Chatillon, na região de Essonne, um grupo de malfeitores cercou dois veículos da polícia e atirou para o interior vários coquetéis molotov. Dois polícias ficaram gravemente feridos. Foi a gota de água. Os polícias começaram a manifestar-se por todo o lado.

Sob forte pressão desde o início da vaga dos atentados, em França, os polícias são agora tabém o alvo de atos de violência. Em junho passado um casal de agentes da autoridade foi barbaramente assassinado em Magnanville, próximo de Paris. Durante os funerais, o próprio ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, reconheceu:
“Se ele foi escolhido como alvo, se foi assassinado, é porque era polícia. E se Jessica Schneider foi morta é porque ela era a mulher dele e também funcionária num comissariado de polícia”.

Os polícias sentem-se alvos e queixam-se de não terem formas de se defenderem. E esta é uma das reivindicações princiapais. Querem transportar armas que possam utilizar em legítima defesa. Porque agora, mesmo quando correm riscos, não ousam usar as armas com receio de sanções. Reclamam armas não letais para autodefesa.

“O que nós queremos, ainda que isso para não agradar a toda a gente são meios de trabalho. Queremos equipamentos, mais agentes e missões adaptadas. Não queremos só apoio. O apoio é importante, mas a ação é fundamental”, reclama agente Guillaume Lebeau.

Será que os polícias franceses têm menos meios que os colegas europeus?

Em termos de efetivos, o seu número é mais reduzido do que nas forças policiais espanholas, italianas ou mesmo alemãs, mas é praticamente o mesmo que na Bélgica.

Em termos financeiros, o orçamento correspondente a cada agente por ano é menos do que em Inglaterra ou do que num estado regional alemão como a Baviera, mas bem superior ao da Espanha ou da Itália.
A grande diferença estará certamente no número de ocorrências nos diversos países. Em França regista-se em média 1,2 homicídios por cada 100 mil habitantes; nos outros países a média é entre 0,7 e 0,8. Para os assaltos com recurso à violência a diferença é praticamente a mesma.

Na prática, os polícias franceses não têm menos recursos que os colegas europeus, mas têm mais solicitações. Para além disso, queixam-se da política dos números, estabelecida por Nicolas Sarkozy, que valoriza o número de operações no terreno e de detenções, em deterimento das condições e da qualidade do trabalho.

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