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Marrocos aposta na construção "verde"

Marrocos aposta na construção "verde"
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Depois de ter sido o país anfitrião da última conferência sobre o clima, a COP 22, Marrocos quer apostar na eficiência energética.

Hoje em dia, a maior parte das pessoas vive nas cidades, que albergam cerca de 65% da população. Está a haver uma deslocação do rural para o urbano.

Nabil Benabdellah Ministro marroquino da Habitação

Esse é um dos temas do salão internacional da construção civil que está a ser organizado em Casablanca, com a presença de empresas de 45 países.

O ministro marroquino da Habitação, Nabil Benabdellah, lembra os esforços que o país está a fazer nesse sentido: “Depois da COP22, há um esforço para melhorar a qualidade e que tem de ser feito também em matéria de eficácia e eficiência energética. É uma nova área de desenvolvimento. Queremos que ela seja um dos eixos principais do nosso setor da construção. é um setor em que trabalham mais de um milhão de pessoas e que representa 6% da economia nacional e do PIB”.

Não é por acaso que Marrocos organizou a COP 22 e que as questões da mudança climática são cada vez mais importantes para o país, com uma economia ainda muito baseada na agricultura. No ano passado, Marrocos viveu mais de dois meses de seca.

As cada vez maiores dificuldades neste setor estão a provocar um êxodo para as cidades: “Hoje em dia, a maior parte das pessoas vive nas cidades, que albergam cerca de 65% da população. Está a haver uma deslocação do rural para o urbano”, acrescenta o ministro.

No último trimestre, foram criados 52 mil empregos em Marrocos, no setor da construção, o que ajudou a compensar os 125 mil empregos perdidos na agricultura, por culpa da seca.

Uma construção civil mais eficaz e mais amiga do ambiente significa também mais empregos. Ao longo dos próximos sete anos, o país planeia investir mais de dois mil milhões de euros numa cidade 100% movida a energias verdes. Marrocos acolhe já a maior central solar do mundo.