Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Nikos Anastasiades: Reunificação: "Quanto mais depressa, melhor"

Nikos Anastasiades: Reunificação: "Quanto mais depressa, melhor"
Tamanho do texto Aa Aa

A nossa correspondente, Efi Koutsokosta, encontrou o presidente cipriota grego, Nicos Anastasiades, para um breve balanço do decorrer das negociações sobre a reunificação.

"Se posição turca continuar a mesma, isto quer dizer que eles não querem outra solução, não procuram outra solução".

Nicos Anastasiades Presidente da Republica grega do Chipre

Efi Koustsokosta – Euronewsَ:
Antes da conferência o senhor tinha grandes expetativas mas, no final houve apenas uma decisão sobre o processo e o senhor concluiu que só os cipriotas-gregos chegaram com uma verdadeira proposta à mesa das negociações. Isto quer dizer que o outro lado não quer uma solução?

Nicos Anastasiades: “Em primeiro, nós não chegámos com grandes expetativas. O que queríamos era que o diálogo começasse. E isso conseguimos. Conseguimos começar a falar das mudanças territoriais e da cartografia, mesmo que não estejamos de acordo. É a primeira vez que algo assim acontece e no que respeita às garantias é a primeira vez que a Turquia participa no diálogo sobre a abolição das garantias e a retirada das tropas de ocupação. Falamos de diálogo”.

E: Sobre as garantias e a segurança, que são traves mestras das negociações, vimos mais uma vez a grande diferença de posição dos dois lados. O presidente Erdogan diz que as tropas turcas nunca sairão de Chipre, que vão ficar. Face a isto, o senhor mantém o otimismo quanto a uma solução?

N.A: “Penso que não devemos julgar as coisas pelas declarações, por muito negativas que sejam, mas pelo resultado final. Se a posição turca continuar a mesma, isto quer dizer que eles não querem outra solução, não procuram outra solução”.

E: A União Europeia quer um novo papel nas negociações e o senhor também, mas tendo em conta o incidente entre o ministro turco dos Negócios Estrangeiros e o Sr. Juncker, a Turquia parece não estar de acordo. Até onde pensa poder ir?

N.A: “Este incidente não ocorreu por causa do conteúdo das negociações mas pelo processo, a forma como a União deve participar, se como parte interessada se como observador. Penso que não devemos dar grande importância a isso. Devo dizer que estou completamente satisfeito, não apenas com a presença pela primeira vez da União Europeia, mas também pela intervenção, porque a União não vai envolver-se nos assuntos em discussão entre as duas partes, mas quer ter uma palavra a dizer sobre o que quer que seja acordado quanto à governação interna e à estrutura do estado, para que sejam compatíveis, em termos de segurança, com o contexto da política de segurança da União Europeia”.

E: A solução para Chipre é uma questão de meses ou anos?

N.A: Para mim seria mesmo uma questão de dias, mas não ignoro as dificuldades. Gostaria de dizer que para o povo cipriota, quanto mais depressa melhor”.