Torre que ruíu no Irão tinha problemas de segurança

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De  Ricardo Figueira
Torre que ruíu no Irão tinha problemas de segurança

Com Javad Montazeri, em Teerão

O colapso do edifício Plasco, em Teerão, não só matou várias dezenas de pessoas, como acabou com o ganha-pão de muitas outras.

O edifício albergava um centro comercial e vários ateliês de fabrico de roupa. Mesmo se o edifício tinha sido evacuado, a preocupação pelos colegas era também visível: “A nossa loja ficava no quinto andar, fabricamos roupa. Tenho a certeza que está muita gente lá dentro. Nenhum dos meus amigos atende o telefone e não vi nenhum dos meus colegas, por isso não consegui mais informações”, conta uma testemunha.

A roupa armazenada nas escadas, contra as normas de segurança, terá ajudado ao alastramento do fogo.

Abdolreza Rahmani Fazli, ministro do Interior, acorreu ao local durante as operações: “Infelizmente, tudo isto aconteceu muito depressa, o incêndio alastrou-se com grande rapidez. Os serviços de emergência estão a limpar os destroços e continuam as operações de salvamento. O mais importante é evacuar a zona, porque o perigo ainda não se dissipou”, disse aos jornalistas.

O edifício tinha sido inaugurado em 1962 e apresentava vários problemas de segurança. A hipótese de uma demolição foi várias vezes avançada.

“Estive na reunião da célula de crise, onde o presidente da câmara de Teerão aprsentou o relatório. O facto de um edifício com 17 andares ter ficado reduzido apenas a três andares prova que as operações de limpeza vão ser muito demoradas”, diz Javad Montazeri, correspondente da euronews em Teerão.