Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Crise na Venezuela com risco exacerbado de violência

Crise na Venezuela com risco exacerbado de violência
Tamanho do texto Aa Aa

O Presidente da Venezuela acusa Washington de querer “assaltar o poder político” venezuelano e ativou um plano de defesa para garantir a ordem interna e a estabilidade no país face à vaga de manifestações sociais.

“O departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um ataque contra o Governo revolucionário e instituições venezuelanas, para aprovar uma intervenção imperialista e submeter o nosso país a uma nova escravidão”, declarou Nicolas Maduro.
No palácio presidencial de Miraflores, durante uma reunião de Governo, o chefe de Estado anúncio da ativação do Plano estratégico especial cívico militar para conter os protestos.

O chefe de Estado venezuelano afirmou que o presidente do parlamento, Júlio Borges, cometeu um “delito contra a Constituição”, ao pedir, às Forças Armadas Venezuelanas (FAV) para que reflitam sobre “o papel” que desempenham no país, e pedindo que termine a repressão dos protestos. Borges vai ser processado por ter instigado “abertamente um golpe de Estado”, disse Maduro.

Liderada por Henrique Caprilles, a oposição anunciou para hoje uma grande manifestação de protesto, no mesmo dia em que o governo prometeu uma “marcha histórica”, para assinalar o 207.º aniversário da ‘revolução’ de 1810, que levou à independência do país. A intenção dos opositores é realizar a “mãe de todas as marchas”, em todos os 24 estados do país.

Os protestos são contra a alegada rutura constitucional e contra duas sentenças em que o Supremo Tribunal de Justiça limita a imunidade parlamentar e assume as funções do parlamento, onde a oposição detém a maioria.

Desde o início de abril, uma onda de manifestações violentas matou seis pessoas em confrontos com a polícia.

Perante este cenário, o gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos advertiu o governo de Nicolás Maduro que a entrega de armas a civis só irá exacerbar a tensão e o conflito. Onze países da América Latina pediram também à Venezuela que “garanta” o direito a manifestações pacíficas.

O exército renovou em comunicado o seu “incondicional” apoio ao chefe de Estado.