Pedofilia: Portugal entre os países onde foram detidos 39 suspeitos

Pedofilia: Portugal entre os países onde foram detidos 39 suspeitos
De  Luis Guita
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39 suspeitos foram presos na Europa e América Latina na sequência do desmantelamento de uma rede de tráfico de imagens de pornografia infantil através da aplicação WhatsApp, informaram, terça-feira, a

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39 suspeitos foram presos na Europa e América Latina na sequência do desmantelamento de uma rede de tráfico de imagens de pornografia infantil através da aplicação WhatsApp, informaram, terça-feira, a Europol e a Interpol.

Mais de 300 computadores, telemóveis, tablets e discos rígidos contendo imagens de pornografia infantil foram apreendidos, informou o Serviço Europeu de Polícia, Europol, e a Organização Internacional de Polícia Criminal, Interpol.

As 39 prisões aconteceram no mês passado em quinze países, incluindo Argentina, México, Colômbia, Peru, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

Lançada em meados de 2016 pela polícia espanhola, a operação Tantalio começou por estar concentrada na rede Tor, que permite navegar anonimamente na Internet.

Mas, seguindo “provas claras de uma prolífica partilha de imagens indecentes”, os investigadores espanhóis encontraram ligações com utilizadores de grupos privados no WhatsApp.

“Um total de 25 grupos, formados apenas através convite, estão atualmente a ser analisados”, adiantou a Europol, que fala de uma “rede criminosa interligada.”

Os investigadores foram capazes de identificar mais de 130 suspeitos, consumidores e produtores de imagens, e constituíram “arquivos de informações”, contendo, por exemplo, a sua identidade e o seu envolvimento no caso.

A pornografia infantil apreendida é examinada “com o objetivo de identificar as crianças vítimas destes crimes e salvá-las da situação perigosa” em que se encontram, adianta o comunicado.

“Esses criminosos estão a usar a tecnologia moderna para tentarem evitar serem apanhados pela polícia”, disse Rob Wainwright, diretor da Europol. “Devemos continuar a combinar os nossos recursos e competências para enfrentar esta ameaça às nossas crianças e apresentar esses criminosos à justiça.”

Para o coordenador de operações da Interpol contra o crime envolvendo crianças, Bjorn Sellstrom esta operação “envia uma mensagem importante”: a polícia, em todo o mundo, permanece unida para apresentar perante a justiça aqueles que “participam ou beneficiam destes crimes hediondos “.

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