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Alitalia em risco de falência após "não" dos trabalhadores

Alitalia em risco de falência após "não" dos trabalhadores
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Os funcionários da Alitalia rejeitaram o plano de reestruturação. Em referendo, 67% dos trabalhadores disseram “não” a despedimentos e cortes nos salários para salvar a companhia aérea.

O plano de reestruturação previa o despedimento de 980 funcionários efetivos e o corte de 8% nos salários. O objetivo era poupar um milhão de euros nos próximos três anos.

Os ministros italianos do Trabalho, Giuliano Poletti, e das Infraestruturas e Transportes, Graziano Delrio, reconhecem que o resultado põe em risco o plano de recapitalização de 2 mil milhões de euros.

O conselho de administração convocou uma reunião de crise, para esta terça-feira, e reconhece que é impossível avançar com a recapitalização. Foi marcada uma assembleia de acionistas para 27 de abril.

A companhia poderá ser colocada sobre gestão judicial com vista à bancarrota ou a uma eventual retoma.

A Alitalia, com 12 mil funcionários, perde meio milhão de euros por dia.

A companhia é detida em 49% pela Ethiad Airways, as também por bancos italianos, como Unicredit e Intesa Sanpaolo. Todos recusam abrir de novo os cordões à bolsa três anos depois de terem entrado no capital da companhia.

Nas redes sociais, são várias as publicações que ironizam o futuro da Alitalia, recordando as palavra de Matteo Renzi, o então primeiro-ministro italiano, após o último resgate: