EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

União Europeia pede à Guiné-Bissau o cumprimento do Acordo de Conacri

União Europeia pede à Guiné-Bissau o cumprimento do Acordo de Conacri
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

Chefe da diplomacia europeia revelou preocupação pela instabilidade política neste país lusófono e até o Conselho de Segurança da ONU admite intervir se a situação se deteriorar.

PUBLICIDADE

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) apelou esta sexta-feira aos responsáveis na Guiné-Bissau para que evitem qualquer ação fora da ordem constitucional e do primado da lei. Federica Mogherini pediu o cumprimento das recomendações da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Num comunicado divulgado pelo serviço de imprensa, Mogherini salientou que a missão na Guiné-Bissau da CEDEAO, que a UE apoia desde 2014, está em “processo de retirada gradual do país”. A chefe da diplomacia europeia pede a “todos os envolvidos que se abstenham de prestar declarações públicas e evitem qualquer ação fora da ordem constitucional e do primado da lei”.

“A UE espera que as forças de defesa e de segurança não intervenham na crise política”, sublinhou.

Political crisis in #Guinea Bissau is threatening the stability and the development of the country https://t.co/EyFKeZsduZ

— Catherine Ray (@CatherineEUspox) 19 de maio de 2017

A chefe da diplomacia da UE apelou também ao cumprimento do prazo dado, em abril, pela CEDEAO para a aplicação das diretrizes do Acordo de Conacri. No essencial, este tratado prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento.

“É importante que todos os atores políticos no país se empenhem no cumprimento do prazo de 30 dias” dado, em 25 de abril, pela CEDEAO para a aplicação das diretrizes do Acordo de Conacri.

O comunicado assinado pela italiana refere ainda que “os indivíduos que impeçam a aplicação do Acordo de Conacri devem ser responsabilizados”.

O referido acordo foi assinado em outubro de 2016 por diferentes atores políticos guineenses, para resolver a crise no país e se não for aplicado no prazo previsto, a CEDEAO poderá avançar com sanções.

#GuineaBissau: UN</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/SecurityCouncil?src=hash">#SecurityCouncil</a> ‘ready to act’ if political crisis worsens <a href="https://t.co/9y01zfP0sa">https://t.co/9y01zfP0sa</a> <a href="https://t.co/tjBOLKAgAw">pic.twitter.com/tjBOLKAgAw</a></p>— UN News Centre (UN_News_Centre) 12 de maio de 2017

Na semana passada, também o Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou “profunda preocupação pela crise política e institucional na Guiné-Bissau” e assumiu-se “pronto a tomar as medidas necessárias se a situação se deteriorar.”

Texto: Lusa (IG/ MB)
Edição: Francisco Marques

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Bissau financia eleições com mais de 800 mil euros

Co-presidente dos Conservadores e Reformistas Europeus não descarta apoio ao PPE após eleições

Debate Europeias: eleitores que votam pela primeira vez colocaram questões aos candidatos