Loader
Encontra-nos
Publicidade

Supremo Tribunal Federal permite à polícia interrogar Presidente do Brasil

A carregar o vídeo
Supremo Tribunal Federal permite à polícia interrogar Presidente do Brasil
Direitos de autor 
De Euronews
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Michel Temer, que se diz inocente de alegados casos de corrupção e recusa demitir-se, deverá depor por escrito e enviar as respostas às autoridades no espaço de 24 horas após receber as perguntas.

O juiz brasileiro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a polícia brasileira a recolher um depoimento do Presidente Michel Temer no caso de corrupção envolvendo informações fornecidas pela empresa JBS.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

De acordo com a decisão, o chefe de Estado, que é investigado por ter alegadamente cometido crimes de corrupção, deverá depor por escrito e terá 24 horas para responder às questões da polícia após receber as perguntas.

O juiz também determinou o envio imediato do inquérito sobre Michel Temer à polícia para conclusão das investigações, facto que deve acontecer no prazo de dez dias.

Fachin determina depoimento de Temer e dá 10 dias para PF concluir inquérito https://t.co/mmivEbg6mY pic.twitter.com/O6bqpyBeN4

— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) 31 de maio de 2017

A investigação que envolve o chefe de Estado brasileiro e o deputado destituido Rodrigo Rocha Loures, filmado pela polícia a receber uma mala com 500 mil reais (137 mil euros) entregue por um dos proprietários da JBS, foi separada de uma outra denúncia contra o senador demitido Aécio Neves.

A suspeitas de corrupção investigadas pela operação judicial Lava Jato estenderam-se no dia 18 de maio ao Presidente brasileiro, Michel Temer, com a abertura de um inquérito no STF.

Em causa está uma gravação de uma conversa entre o empresário Joesley Batista, da empresa JBS, e Temer, sobre o alegado pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha, que foi presidente do Congresso (parlamento) e principal aliado de Temer no afastamento de Dilma Rousseff da Presidência.

Nessa conversa, segundo a Procuradoria-Geral da República do país, o Presidente terá recomendado ao empresário “manter” o pagamento de uma verba regular àquele dirigente do seu partido, que está acusado de vários crimes de corrupção.

Temer pede ao STF para não ser perguntado sobre áudio https://t.co/gTU43kF4kW pic.twitter.com/jxsOSYe3gJ

— MSN Brasil (@portalMSN) 31 de maio de 2017

Temer sucedeu há um ano a Dilma Rousseff, de quem era vice-Presidente, mas, desde então, vários aliados têm sido atingidos pela operação judicial, por suspeitas de corrupção e de receberem pagamentos ilegais.

A degradação da situação política no país tem levado muitos dirigentes a exigirem eleições presidenciais (diretas ou via parlamento), já que Temer não tem um vice-Presidente que o substitua no caso de abertura de um ‘impeachment’, um processo de afastamento judicial do cargo.

Após a divulgação do áudio, Michel Temer recusou, em mais do que uma declaração ao país, apresentar a demissão e já pediu a suspensão da investigação até que seja verificada a autenticidade da gravação.

(AI) Em pronunciamento, presidente Michel Temer reafirma que segue no comando do Brasil: https://t.co/vLGTCdS1lH pic.twitter.com/LwzlzIpScS

— Michel Temer (@MichelTemer) 20 de maio de 2017

Texto: Lusa (CYR)
Edição: Francisco Marques

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Como uma promessa antiga de “picanha no prato” para todos se pode virar contra Lula da Silva

Bolsonaro critica corrupção em comício no Dia da Independência do Brasil

Brasil e EUA retomam negociações sobre direitos aduaneiros impostos por Donald Trump