Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

"As relações Turquia-União Europeia ainda se poderão deteriorar mais"

"As relações Turquia-União Europeia ainda se poderão deteriorar mais"
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O fracassado golpe militar na Turquia, a 15 de julho de 2016, motivou uma vasta purga política, que ainda prossegue.

Se a deriva autoritária explica a atual frieza da União Europeia, a reação inicial do bloco foi mal compreendida, segundo Seda Gurkan, especialista em Assuntos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas.

“Não só o governo turco, mas também a sociedade turca em geral, nos seus vários segmentos, criticou a União Europeia após o golpe fracassado devido à falta de solidariedade, principalmente por parte da União Europeia. A União Europeia condenou o golpe muito tarde e com declarações muito fracas. Além disso, as primeiras visitas oficiais para expressar solidariedade à Turquia ocorreram muito tarde, quase seis semanas após a tentativa de golpe de Estado”.

O referendo constitucional foi a gota de água para o Parlamento Europeu, que quer a suspensão das negociações para a adesão da Turquia à União Europeia.

“É um claro sinal, um claro aviso de que, nos próximos anos, as relações entre a Turquia e a União Europeia se poderão deteriorar. Ainda mais importante, na minha opinião, é que os Estados-membros e a opinião pública europeia poderão colocar algumas novas condições para a adesão da Turquia. Não é só no âmbito da adesão, mas também em qualquer área concreta de cooperação. Por exemplo, a modernização da união aduaneira ou o dossiê sobre a liberalização de vistos poderão depender de condições políticas muito rigorosas”, explica a professora universitária.

O Presidente islamita-conservador, Recep Tayyip Erdogan, parece eternizar-se no poder, mas migração e economia levam o bloco europeu a não virar costas a este vizinho poderoso.

“A falta de empenho da União Europeia na Turquia desestabilizaria ainda mais o país. Por outras palavras, ter uma Turquia política e economicamente estável é benéfico para a União Europeia”, concluiu Seda Gurkan.