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Coreia do Norte: EUA, Japão, China e Rússia trocam acusações

Coreia do Norte: EUA, Japão, China e Rússia trocam acusações
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De novo, as sirenes de alerta fizeram-se ouvir ao início do dia na ilha japonesa de Hokkaido à passagem de mais um míssil proveniente da Coreia do Norte.

Trata-se do segundo míssil a atravessar o espaço aéreo japonês no espaço de menos de um mês.

O chefe de estado-maior norte-americano, General Mark A. Milley, reuniu-se esta sexta-feira com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, com o aumento de tensões na península coreana em pano de fundo.

Os norte-americanos afirmam que cabe à China e à Rússia agirem contra o regime de Pyongyang.

A sul da fronteira, Seoul reagiu lançando dois mísseis de teste. Segundo as autoridades militares sul-coreanas, o míssil norte-coreano teria percorrido uma distância de 3,700km antes de cair no mar.

“Menos de um mês antes de Kim Jong-un ter subido ao poder, assistimos ao assassinato brutal de Khadaffi na televisão.
Eles conhecem o que se passou no Iraque, na Líbia e na Síria onde regimes impopulares foram derrubados. O que ele procura é a sobrevivência e estabilidade do regime.
A Coreia do Norte está a perder a corrida às armas convencionais. A solução é criar armas de destruição maciça, que é precisamente o que ele está a fazer”, afirma Glyn Ford do centro de estudos Polint, com sede em Bruxelas.

Respondendo às acusações norte-americanas de falta de ação, uma alta funcionária governamental chinesa rejeitou quaisquer responsabilidades.

“A chave para a solução dos problemas na Península coreana não é a China. Quem ata o laço é quem o deve desatar. As partes diretamente envolvidas devem assumir a responsabilidade pela situação e cumprir os seus deveres. Quaisquer tentativas para evitar as suas responsabilidades não contribuem para resolver a questão”, disse a porta-voz do governo chinês.

De recordar que na passada segunda-feira os 15 elementos do Conselho de Segurança chegaram a acordo para aumentar as sanções contra a Coreia do Norte em resposta ao teste nuclear de 2 de setembro.