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Incêndios causam 36 mortos em Portugal

Incêndios causam 36 mortos em Portugal
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O primeiro-ministro português reage a uma nova tragédia provocada pelos incêndios com o apelo a um consenso político em torno das reformas na gestão florestal e prevenção de fogos, garantindo que, “nada poderá ficar como antes”.

Num discurso ao país, António Costa afirmou ainda que “não é tempo de demissões, é tempo de soluções”, num momento em que pelo menos 36 pessoas morreram na sequência dos mais de 500 fogos registados desde domingo. O chefe de governo rejeitou demitir a ministra da Administração Interna quando o número de pessoas vitimadas por incêndios ascende a uma centena desde o fogo que consumiu a região de Pedrógão Grande no Verão e a mais de 200 mortos em quase duas décadas.

Para além da reforma da floresta, que está em curso no parlamento, António Costa falou também nas reformas dos modelos de prevenção e combate da Proteção Civil a partir das propostas feitas pela Comissão Técnica Independente.

Segundo a Proteção Civil portuguesa as chamas que, desde domingo, devastaram cerca de 80% do pinhal de Leiria e obrigaram ao corte de estradas e linhas de caminho de ferro provocaram ainda 63 feridos, 16 dos quais em estado grave. Pelo menos sete pessoas permanecem desaparecidas.

O distrito de Viseu contabiliza o maior número de vítimas – 20 mortos – seguido de Coimbra (11), Guarda (2) e Castelo Branco (1). O Ministério Público anunciou entretanto a abertura de inquéritos nas comarcas onde se registaram os incêndios mortais, em colaboração com a Polícia Judiciária.

Esta noite cerca de 26 incêndios permanecem ativos com mais de 5 mil homens no terreno, depois do governo ter declarado o estado de calamidade pública nas regiões a norte do Tejo, tendo solicitado a ajuda da União Europeia, nomeadamente através do envio de três aeronaves italianas no quadro do Mecanismo de Proteção Civil da UE.

No norte de Espanha, a Galiza continua a braços com cerca de 60 incêndios que provocaram já pelo menos 4 mortos. O governo regional declarou três dias de luto pelas vítimas.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, deslocou-se à zona afetada quando, na vizinha região das Astúrias, os bombeiros combatem atualmente mais de três dezenas de fogos.