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Ambições separatistas pelo mundo

Ambições separatistas pelo mundo
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Da Catalunha ao norte de Itália passando pela Escócia, as ambições separatistas mantêm-se ativas em várias regiões no seio da União Europeia (UE) e não só.

Em 2014, já se realizou um referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido, mas o “Não” acabou por vencer com mais de 55% dos votos. A consulta popular que deu, mais tarde, vitória à saída britânica da UE (Brexit) – a que os escoceses se opõem – acabou, no entanto, por reacender velhas ideias.

A primeira-ministra da Escócia e líder do Partido Nacionalista Escocês, Nicola Sturgeon, conseguiu o apoio do Parlamento para a realização de um novo referendo sobre a independência, o mais tardar no início de 2019.

O mapa europeu está repleto de territórios com sede de emancipação. Muitos já têm estatuto de autonomia mas querem mais prerrogativas e dispor melhor dos recursos financeiros gerados.

A questão económica é precisamente um dos eixos que alimenta as ideias de separatismo flamengo, na Flandres. A região próspera não quer pagar para a vizinha francófona Valónia e o partido Nova Aliança Flamenga, que integra a coligação no poder em Bruxelas, não esconde o objetivo de longo prazo: a secessão.

Com pouco mais de 50 mil habitantes, o arquipélago das ilhas Faroé, dependente da Dinamarca, será palco de um referendo, em abril do ano que vem, sobre uma nova constituição, contemplando o direito à autodeterminação.

Os ensejos independentistas foram reforçados pela descoberta de depósitos de petróleo e gás natural.

Duas décadas depois de ter votado a autonomia progressiva, a Nova Caledónia, arquipélago francês no Pacífico sul, também organiza em novembro do ano que vem um referendo sobre a autodeterminação.

França debate-se igualmente com o perigo do efeito dominó vindo de regiões como a Catalunha. Na ilha de Córsega, apesar da luta armada ter sido abandonada, os nacionalistas moderados, em maioria na Assembleia territorial, esperam que a opinião pública amadureça a ideia de um referendo.