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Irão afirma que foram feitos "progressos significativos" nas últimas conversações com os EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, no âmbito das conversações em curso entre o Irão e os EUA.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, no âmbito das conversações em curso entre o Irão e os EUA. Direitos de autor  Foreign Ministry of Oman via AP
Direitos de autor Foreign Ministry of Oman via AP
De Emma De Ruiter
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As negociações mediadas por Omã surgem na sequência das repetidas ameaças de Donald Trump de atacar o Irão, tendo o presidente dos EUA dado a Teerão, na passada quinta-feira, 15 dias para chegar a um acordo.

Segundo os mediadores, o Irão e os Estados Unidos fizeram "progressos significativos" nas conversações realizadas na Suíça na quinta-feira e concordaram em prosseguir as discussões na próxima semana.

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Não se esperava que as negociações conduzissem a um avanço e os Estados Unidos continuam a ponderar a realização de ataques, à medida que concentram uma enorme frota de aviões e navios de guerra na região. Na passada quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu a Teerão um prazo de 15 dias para chegar a um acordo.

O Irão tem insistido que as discussões se centrem apenas no seu programa nuclear, mas os EUA querem que o programa de mísseis de Teerão e o apoio deste a grupos militantes na região sejam reduzidos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou à televisão estatal que as conversações "progrediram muito bem e avançaram para os elementos de um acordo, tanto no domínio nuclear como no das sanções".

Araghchi adiantou ainda que a próxima ronda de negociações terá lugar "talvez em menos de uma semana", com o início das conversações técnicas na agência nuclear da ONU, em Viena, na segunda-feira.

Araghchi classificou também a última ronda de negociações como "a mais intensa até à data".

"Concluiu-se com o entendimento mútuo de que continuaremos a empenhar-nos de forma mais pormenorizada em questões essenciais para qualquer acordo, incluindo o levantamento das sanções e as medidas relacionadas com o nuclear", escreveu Araghchi na rede social X.

As duas partes realizaram várias rondas de conversações no ano passado, que fracassaram quando Israel desencadeou um conflito de 12 dias contra o Irão em junho e os EUA lançaram pesados ataques às suas instalações nucleares, deixando grande parte do programa nuclear iraniano em ruínas, embora a extensão total dos danos permaneça pouco clara.

Araghchi representou o Irão nas negociações. Steve Witkoff, um bilionário do setor imobiliário, amigo de Trump e enviado especial para o Médio Oriente, integrou a delegação dos EUA juntamente com o genro deste, Jared Kushner.

As duas partes interromperam a reunião após cerca de três horas de conversações e retomaram as discussões mais tarde.

Durante o intervalo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, declarou que os iranianos consideraram que foram apresentadas "propostas construtivas" relativamente às questões nucleares e ao alívio das sanções.

Por seu lado, Trump quer que o Irão suspenda por completo o enriquecimento de urânio, ponha termo ao seu programa de mísseis de longo alcance e deixe de apoiar grupos armados regionais. O Irão afirma que só discutirá as questões nucleares, acrescentando que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Reforço militar

No seu discurso sobre o Estado da União, na terça-feira, Trump acusou o Irão de "perseguir ambições nucleares sinistras", apesar de Teerão ter sempre afirmado que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.

O presidente norte-americano afirmou também que Teerão "já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no estrangeiro". O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano classificou estas afirmações como "grandes mentiras".

Antes das conversações, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, insistiu que a República Islâmica não procurava "de forma alguma" uma arma nuclear.

No âmbito da campanha de reforço dos EUA, o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, enviado esta semana para o Mediterrâneo, foi visto a sair de uma base naval em Creta na quinta-feira.

Atualmente, Washington tem mais de uma dúzia de navios de guerra no Médio Oriente, nomeadamente um porta-aviões, o USS Abraham Lincoln, nove destróieres e três outros navios de combate.

É raro haver dois porta-aviões americanos na região.

Outras fontes • AP, AFP

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