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Relatório do Conselho da Paz responsabiliza Hamas por impasse na segunda fase do cessar-fogo

Combatentes das Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, na Cidade de Gaza, 19 de janeiro de 2025
Combatentes das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas, na Cidade de Gaza, 19 de janeiro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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Apesar do cessar-fogo de outubro, Gaza continua a ser assolada por atos de violência diários, à medida que os ataques israelitas prosseguem, com tanto as forças armadas como o Hamas a acusarem-se mutuamente de violar a trégua.

O Hamas é "o principal obstáculo" à passagem para a segunda fase do cessar-fogo em Gaza, afirmou a iniciativa intitulada Conselho da Paz, criada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no seu primeiro relatório ao Conselho de Segurança da ONU.

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Nas conclusões, o grupo, criado por Trump em janeiro para supervisionar o fim dos combates em Gaza e a reconstrução após a mortífera guerra entre Israel e o Hamas, criticou as repetidas violações do cessar-fogo.

"Nesta fase, o principal obstáculo à plena aplicação continua a ser a recusa do Hamas em aceitar um desarmamento verificável, abdicar do controlo coercivo e permitir uma verdadeira transição para a administração civil em Gaza", lê-se numa cópia do relatório consultada pela agência noticiosa AFP.

Nickolay Mladenov, alto representante do Conselho da Paz para Gaza, vai apresentar o relatório ao Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira.

"Existem já instituições, recursos e planos para avançar para as próximas etapas", refere o documento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante uma reunião do Conselho da Paz no Instituto da Paz dos EUA, em Washington, 19 de fevereiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante uma reunião do Conselho da Paz no Instituto da Paz dos EUA, em Washington, 19 de fevereiro de 2026 AP Photo

"A natureza e a sequência dessas próximas etapas dependerão das decisões que as partes tomarem agora."

Apesar do cessar-fogo de outubro, Gaza continua assolada por violência diária, com ataques israelitas ainda em curso e tanto o exército como o Hamas a acusarem-se mutuamente de violar a trégua.

As violações do cessar-fogo "continuam a ocorrer quase diariamente, algumas de natureza grave, e as suas consequências humanas – civis mortos, famílias a viver com medo e persistentes obstáculos ao acesso humanitário – não podem ser minimizadas".

A administração Trump, em coordenação com o Qatar e o Egito, negociou o cessar-fogo para pôr fim a dois anos de guerra no território palestiniano.

Em janeiro, Washington anunciou que estava a avançar para a segunda fase do plano de paz, que prevê o desarmamento do Hamas, cujo ataque sem precedentes de 7 de outubro de 2023 contra Israel desencadeou a vasta ofensiva de retaliação.

Prevê também a retirada gradual das forças israelitas e o destacamento de uma força internacional de estabilização.

Palestinianos inspecionam os escombros de uma casa destruída num ataque aéreo israelita no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza, 20 de maio de 2026
Palestinianos inspecionam os escombros de uma casa destruída num ataque aéreo israelita no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza, 20 de maio de 2026 AP Photo

A primeira fase da trégua permitiu a libertação dos últimos reféns capturados em outubro de 2023, em troca de palestinianos detidos em prisões israelitas.

A passagem para a segunda fase, que inclui o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelita, que continua a controlar mais de 50% da Faixa de Gaza, está bloqueada há semanas, numa altura em que a atenção internacional se centra no Irão e no estreito de Ormuz.

Acrescenta ainda o relatório que o desmantelamento das armas do Hamas é "crucial para que a reconstrução possa começar, para uma retirada limitada no tempo das forças israelitas e para que se possa avançar por um caminho credível rumo à autodeterminação e ao estatuto de Estado palestiniano".

Outras fontes • AFP

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