Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Kaufmann e Yoncheva dão vida a "Don Carlos" na Bastilha

Kaufmann e Yoncheva dão vida a "Don Carlos" na Bastilha
Tamanho do texto Aa Aa

A Ópera da Bastilha, em Paris, abre a nova temporada com uma grande produção: “Don Carlos”, de Verdi. No aniversário da estreia mundial há 150 anos, esta obra-prima é mostrada ao público na versão original: em cinco atos e em francês. O elenco é sensacional com Jonas Kaufmann como Don Carlos.

É uma das obras mais épicas e mais sombrias de Verdi. O tenor Jonas Kaufmann é Don Carlos. A soprano Sonya Yoncheva interpreta Élisabeth – o amor não correspondido. Amor, idealismo político, traição e intriga na Espanha do século 16 estão no centro da trama.

“Gostei muito desta história de amor entre ela e Don Carlos, esta tentação, esta paixão entre os dois e a impossibilidade de a viver”, diz Sonya Yoncheva.

Para assinalar os 150 anos da estreia desta ópera em Paris, a obra-prima foi mostrada ao público em francês – a língua original. Verdi reformulou a obra durante duas décadas, hoje em dia é mais conhecida na versão italiana.

“Fica diferente em francês. As personagens são talvez um pouco mais suaves, um pouco mais delicados. Tenho a sensação que se tornaram menos dramáticos, apenas devido à língua francesa que torna as coisas um pouco mais subtis, um pouco mais delicadas do que o italiano”, explica Jonas Kaufmann.

Verdi baseou esta ópera, de cinco atos, numa peça de teatro de Friedrich Schiller. “É uma pergunta muito interessante: o que diria a Verdi se tivesse assistido à estreia há 150 anos? É interessante, porque Verdi queria compor uma grande ária para Don Carlos no 5º ato, mas quando conheceu o tenor ficou desiludido. Mudou de ideias e decidiu escrevê-la para Élisabeth. Ter-lhe-ia pedido para compor a grande ária para o tenor porque, afinal, a ópera chama-se Don Carlos!”, conclui Jonas Kaufmann.

“Don Carlos”, na Ópera da Bastilha, sobe ao palco até 11 de novembro.