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Alemanha: 63% a favor de eleições antecipadas

Alemanha: 63% a favor de eleições antecipadas
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A formação de um governo minoritário chefiado por Angela Merkel é a saída mais provável do impasse pós-eleitoral na Alemanha, segundo o professor da Universidade Livre de Berlim, Nils Diederich.

Entrevistado ao telefone pela euronews, o analista rejeita falar de uma crise política após o fracasso das negociações para formar uma coligação tripartida entre conservadores, liberais e ecologistas.

“Penso que a recusa dos liberais foi uma manobra tática pois o partido considerava que o resultado das negociações limitava a postura e o programa da formação”, afirma Diederich.

Para o especialista em política alemã, o apelo do presidente Frank-Walter Steinmeier à continuação das discussões dirige-se também ao seu próprio partido, os Sociais-Democratas que continua a rejeitar reeditar a chamada grande coligação com a CDU de Merkel, preferindo manter-se na oposição.

“Acho que o apelo a todos os partidos a assumirem as suas responsabilidades também se dirige ao SPD. O presidente lançou um apelo a que pensem de forma séria se um governo estável é melhor do que convocar novas eleições”.

Nils Diederich rejeita, no entanto, falar de uma crise política, assegurando não existir qualquer vazio de poder face ao atual impasse:

“O mandato da Chanceler terminou após a primeira sessão do parlamento da nova legislatura. O presidente nomeou a mesma Chanceler, que assume as funções interinamente até que seja confirmada pelo parlamento e que deverá permanecer no cargo em caso de convocação de eleições antecipadas”, “não vejo qualquer crise a não ser o facto de que o governo fica limitado nos seus poderes e não pode realizar grandes reformas”.

Para já, as discussões entre o presidente e os partidos deverão prolongar-se pelo menos até à próxima semana. Para o professor universitário, a saída mais provável passará pela formação de um governo minoritário:

“Acredito que o presidente vai pedir ao parlamento que volte a eleger Angela Merkel que poderia ser reconduzida como Chanceler, por uma minoria, na terceira volta da votação no hemiciclo, e teria assim que trabalhar com um governo minoritário”.

Uma posição contrária aos resultados da última sondagem publicada ontem (estudo de opinião ARD/Infratest) , segundo a qual 63% dos alemães preferem novas eleições, contra 29% favoráveis a um governo minoritário.