Oposição denuncia o que considera ser "um golpe de estado" em pleno impasse sobre o resultado das presidencias de há uma semana.
A oposição nas Honduras denuncia o que considera ser um "golpe de estado", depois do governo ter declarado o estado de emergência no país em plena tensão pós-eleitoral.
Desde a meia-noite de sexta-feira que os militares impuseram um recolher obrigatório das 18h às 6h da manhã em todo o território por um período de 10 dias.
A decisão foi anunciada após três jornadas de violentos protestos da oposição contra a possível reeleição do presidente cessante, denunciada como uma fraude eleitoral quando ainda não são conhecidos os resultados definitivos do escrutínio de há uma semana.
Segundo o porta-voz do exército, Alfredo Cerrato:
"O exército e a polícia nacional das Honduras, de forma prudente e no quadro da lei, apela à população para que mantenha a paz e a calma e que se mantenha tolerante face aos sentimentos de ódio e vingança ou face às divisões no seio da família hondurenha".
Quase uma semana depois do escrutínio, a comissão eleitoral ordenou uma recontagem dos votos quando os últimos resultados provisórios - com mais de 94% dos votos contados - dão a vitória ao presidente Juan Orlando Hernandéz por 42,92%, face aos 41,42% do rival, Salvador Narsralla.
O líder da oposição contestava já a candidatura de Hernandéz a um segundo mandato como ilegal à luz da Constituição, apesar de ter sido autorizada pelo Supremo Tribunal.
Esta manhã, nas redes sociais, Nasralla evocava uma situação, "equivalente a um golpe de Estado".
Tanto Nasralla como Hernandéz tinham já clamado vitória no início da semana, na ausência de resultados definitivos.
A comissão eleitoral tem um mês para declarar o vencedor do escrutínio.