EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

OEA e Governos latino-americanos exigem recontagem nas Honduras

OEA e Governos latino-americanos exigem recontagem nas Honduras
Direitos de autor 
De  Antonio Oliveira E Silva com EFE
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Vários países pediram uma contagem da totalidade das urnas, da Argentina ao México, passando pelo Brasil.

PUBLICIDADE

A Organização dos Estados Americanos exige uma verificação dos resultados das eleições hondurenhas do final de novembro.

A OEA denuncia o que define como "falta de transparência" e "várias irregularidades".

A missão de observação eleitoral da OEA apelou ainda a "um acordo legítimo" entre ambos candidatos, o presidente Juan Orlando Hernández e o opositor Salvador Nasralla.

A exigência da organização panamericana é partilhada por vários governos latino-americanos, da Argentina ao México, passando pelo Brasil. Oito países pediram, até quinta-feira, a recontagem total dos votos.

Resultados oficiais contestados

Os resultados oficiais, divulgados cerca de uma semana depois das eleições, apontam para uma vitória do presidente Hernández, com quase 43% dos votos. Nasralla terá conseguido quase 41,4%.

Apesar de ambos candidatos reclamarem a vitória, o Supremo Tribunal Eleitoral das Honduras não declarou ainda um vencedor.

As suspeitas de fraude foram inicialmente levantadas pela oposição, que pediu a verificação da totalidade das atas. O atual presidente aceitou que fosse feita uma recontagem.

Mas a oposição exige a presença de organismos internacionais.

Entretanto, o presidente cessante, dado como vencedor, convocou os simpatizantes do Partido Nacional, de direita, para uma manifestação esta quinta feira, em Tegucigalpa.

Um escrutínio com a presença de observadores internacionais

Os Hondurenhos votaram no passado dia 26 de novembro numas eleições para um presidente, três vice-presidentes, 128 deputados do Parlamento nacional, 20 representantes para o Parlamento Centro-Americano, e para 298 unidades de gestão municipal.

As eleições foram acompanhadas por uma missão internacional de observadores, que incluiu dois eurodeputados portugueses.

Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, liderou a missão da União Europeia e José Inácio Faria, do MPT, Partido da Terra, como chefe da missão do Parlamento Europeu.

Sexta-feira passada, foi decretado o estado de emergência durante 10 dias, por causa dos violentos protestos que se fizeram sentir.

De acordo com a agência EFE, terão morrido pelo menos 20 pessoas e dezenas ficaram feridas. O estado de emergência foi depois levantado em metade dos 18 departamentos hondurenhos.

O pequeno país centro-americano de cerca de nove milhões de habitantes passou por atribulados processos políticos, que incluem golpes de Estado e conflitos com os vizinhos.

As Honduras têm uma das taxas de homicídio mais elevadas do mundo, como El Salvador, Guatemala ou Venezuela.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Oposição das Honduras pede recontagem dos votos ou segunda volta

Honduras: Polícia recusa tomar partidos e faz greve

Uma semana à espera dos resultados das presidenciais