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OEA e Governos latino-americanos exigem recontagem nas Honduras

OEA e Governos latino-americanos exigem recontagem nas Honduras
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A Organização dos Estados Americanos exige uma verificação dos resultados das eleições hondurenhas do final de novembro.

O presidente Hernández pensava que poderia comprar os votos e vencer nas urnas.

Salvador Nasralla Líder da oposição nas Honduras

A OEA denuncia o que define como "falta de transparência" e "várias irregularidades".

A missão de observação eleitoral da OEA apelou ainda a "um acordo legítimo" entre ambos candidatos, o presidente Juan Orlando Hernández e o opositor Salvador Nasralla.

A exigência da organização panamericana é partilhada por vários governos latino-americanos, da Argentina ao México, passando pelo Brasil. Oito países pediram, até quinta-feira, a recontagem total dos votos.

Resultados oficiais contestados

Os resultados oficiais, divulgados cerca de uma semana depois das eleições, apontam para uma vitória do presidente Hernández, com quase 43% dos votos. Nasralla terá conseguido quase 41,4%.

Apesar de ambos candidatos reclamarem a vitória, o Supremo Tribunal Eleitoral das Honduras não declarou ainda um vencedor.

As suspeitas de fraude foram inicialmente levantadas pela oposição, que pediu a verificação da totalidade das atas. O atual presidente aceitou que fosse feita uma recontagem.

Mas a oposição exige a presença de organismos internacionais.

Entretanto, o presidente cessante, dado como vencedor, convocou os simpatizantes do Partido Nacional, de direita, para uma manifestação esta quinta feira, em Tegucigalpa.

Um escrutínio com a presença de observadores internacionais

Os Hondurenhos votaram no passado dia 26 de novembro numas eleições para um presidente, três vice-presidentes, 128 deputados do Parlamento nacional, 20 representantes para o Parlamento Centro-Americano, e para 298 unidades de gestão municipal.

As eleições foram acompanhadas por uma missão internacional de observadores, que incluiu dois eurodeputados portugueses.

Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, liderou a missão da União Europeia e José Inácio Faria, do MPT, Partido da Terra, como chefe da missão do Parlamento Europeu.

Sexta-feira passada, foi decretado o estado de emergência durante 10 dias, por causa dos violentos protestos que se fizeram sentir.

De acordo com a agência EFE, terão morrido pelo menos 20 pessoas e dezenas ficaram feridas. O estado de emergência foi depois levantado em metade dos 18 departamentos hondurenhos.

O pequeno país centro-americano de cerca de nove milhões de habitantes passou por atribulados processos políticos, que incluem golpes de Estado e conflitos com os vizinhos.

As Honduras têm uma das taxas de homicídio mais elevadas do mundo, como El Salvador, Guatemala ou Venezuela.