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Protesto contra a alegada entrada de nazis no Governo da Áustria

Manifestação diante do Parlamento da Áustria
Manifestação diante do Parlamento da Áustria -
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REUTERS/Heinz-Peter Bader
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Mais de 5000 pessoas tomaram as ruas da capital da Áustria em protesto contra a tomada de posse da nova coligação de Governo. O executivo liderado por Sebastian Kurz passa a ser o único na Europa ocidental a incluir um partido da extrema-direita.

Somos um país pequeno e não podemos acolher toda a gente, mas devemos evitar suspeitas

Fam Fiskal Organização do protesto em Viena

Cerca de 1500 polícias foram mobilizados para a tomada de posse do novo chanceler, Sebastian Kurz, de 31 anos.

Os manifestantes criticam a alegada entrada de nazis afetos ao Partido da Liberdade (FPO) no executivo dominado pelos conservadores do Partido do Povo Austríaco (ÖVP) e receiam a perda de direitos.

"A normalização dos extremistas de direita é um dos problemas. Outro é estarmos a perder direitos sociais que nos custaram a ganhar e que não vamos conseguir recuperar tão facilmente. A solidariedade está a ruir na sociedade. As pessoas estão a ser instigadas a virar-se umas contra as outras. Não são apenas os estrangeiros contra os nativos, é também os pobres contra os ricos", afirmou Maram, uma manifestante que não revelou o apelido.

A porta-voz da organização deste protesto defende que "a Áustria deve manter-se aberta". "Obviamente, somos um país pequeno e não podemos acolher toda a gente, mas devemos evitar suspeitas e não nos tornarmos hostis à imigração e aos refugiados", sublinhou Fam Fiskal.

O protesto decorreu na generalidade de forma pacífica, mas a polícia de Viena denunciou pelas redes sociais a tentativa de alguns manifestantes iniciarem pequenos focos de incêndio, rapidamente apagados.

O novo executivo liderado pelo mais jovem chanceler da Áustria (31 anos) tomou posse ao final da manhã.