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Abstenção dispara entre os jovens no Chipre

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Abstenção dispara entre os jovens no Chipre

Os candidatos apelaram na primeira volta à participação do eleitorado
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REUTERS/Yiannis Kourtoglou
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A abstenção bateu recordes na primeira volta das eleições presidenciais no Chipre. No último domingo, a taxa ficou acima dos 28 por cento, muito acima dos quase 17 por cento registados nas eleições de 2013.

O parlamento cipriota votou em 2017 pelo fim do voto obrigatório, mas apesar dos apelos à participação por todos os candidatos, os eleitores estão cada vez mais divorciados da política.

Entre os abstencionistas, o grupo que gera maior preocupação é o dos jovens. De facto, três em cada quatro jovens entre os 18 e os 19 anos não se inscreveram nos cadernos eleitorais e decidiram dessa forma ficar à margem deste processo eleitoral.

Os analistas políticos defendem que na base deste afastamento está um sentimento de desilusão dos eleitores face à crise económica e uma série de escândalos de corrupção nos últimos anos que minaram a confiança do povo.

A segunda volta das eleições presidenciais no Chipre está marcada para este domingo. O atual presidente, Nikos Anastasiadis, saiu vencedor da primeira volta, com 35,50% dos votos, e vai agora medir forças com o independente Stavros Malas, que recolheu 30,25% dos votos.