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Projeto europeu busca cura para a artrose

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Projeto europeu busca cura para a artrose

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A artrose afeta milhões de pessoas no mundo. A doença destrói de forma progressiva a cartilagem situada na extremidade dos ossos. Hoje em dia, os sintomas são tratados com analgésicos e anti-inflamatórios. Nos casos mais graves, é necessário uma cirurgia para substituir a articulação.

A Universidade Erasmus de Roterdão participa no projeto europeu Targetcare que pretende desenvolver terapias inovadoras para tratar a artrose.

"O problema principal é a dor. Todos os dias tenho muitas dores, sinto uma rigidez, não consigo movimentar-me como quero para trabalhar", conta Margreet Lagendijk, uma paciente que se encontra em tratamento na Universidade Erasmus de Roterdão.

"O problema é que a cartilagem fica gasta, os ossos alteram-se e há uma inflamação no interior da articulação. Existem alguns tratamentos para reparar defeitos localizados da cartilagem. Mas não temos técnicas para reparar completamente a articulação quando há artrose", explicou Koen Bos, cirurgião especializado em ortopedia, do Hospital Erasmus de Roterdão.

Um dos grandes objetivos é conseguir regenerar a cartilagem.

"Preenchemos o local deteriorado com moléculas que nós desenvolvemos para verificar se o tratamento favorece a reparação do tecido. Há células estaminais na articulação. Nós usamos moléculas que vão agir sobre essas células nos locais onde há uma deterioração de modo a que essas células sejam estimuladas para criar novos tecidos, tecidos sãos e estáveis", explicou o biólogo molecular Andrea Lolli.

A reparação da cartilagem não é o único grande desafio. O projeto passa também por desenvolver formas de lidar com a inflamação.

"Tentamos fazer chegar o medicamento à cartilagem de modo a regenerá-la e ao mesmo tempo tentamos inibir a inflamação, tratando a estrutura em torno da cartilagem que também provoca dores nos pacientes com artrose", declarou Laura Creemers, vice-coordenadora do projeto Targetcare.

​Graças à nanotecnologias, é possível desenvolver as chamadas terapias dirigidas e aplicá-las ao caso da artrose. Os cientistas colocam substâncias ativas em cápsulas que funcionam como um veículo que permite transportar e libertar o medicamento exatamente no local pretendido.

"Somos capazes de controlar a decomposição dessas nanopartículas no tecido que escolhemos. E sobretudo queremos ser capazes de controlar a duração do efeito do medicamento", explicou a química Lucia Massi, investigadora no Imperial College, em Londres, uma das instituições que participa no projeto europeu.

O projeto europeu Targetcare está numa fase de pesquisa. Será preciso esperar vários anos para poder começar os ensaios clínicos.

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