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Ovos contra Lula em Santa Catarina

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Ovos contra Lula em Santa Catarina

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O antigo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima de um ataque levado a cabo por manifestantes, na cidade de São Miguel do Oeste, no estado de Santa Catarina (sul).

Lula participava num encontro, parte da sua digressão pelo sul do Brasil, que começou há cerca de oito dias.

Os atacantes receberam o autocarro da comitiva do Partido Trabalhista (esquerda) com ovos e pedras e partiram o vidro da frente do veículo.

O antigo presidente brasileiro voltou a ser o alvo do lançamento de ovos quando se encontrava no palco, no centor de São Miguel do Oeste. Desta vez. viu-se obrigado a sair do local, protegido pelos guarda-costas.

De acordo com o diário Folha de São Paulo, Lula da Silva insultou alguns dos manifestantes, chamando-lhes canalhas.

O jornal cita o antigo presidente, que terá dito, referindo-se a um dos atacantes que um dia "esse filho da mãe vai cair numa desgraça tão grande que ele vai implorar para ter um ovo para comer, e só vai ter a casca."

A passagem pela cidade de Chapecó também não foi fácil para Lula e para a sua comitiva. O grupo foi cercado no hotel em que se encontrava e, durante outro encontro, várias pessoas tentaram impedir que subisse ao palco e lançaram ovos ao antigo presidente, quando este tentava discursar.

Esta segunda-feira, em Porto Alegre, o recurso da defesa de Lula, contra a decisão que aumentou a pena no caso conhecido como "tríplex de Guarajá" é julgado.

O caso do tríplex de Guarujá

De acordo com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, "os embargos de declaração têm um rito de julgamento rápido."

Na passada sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) emitiu o salvo-conduto para evitar a eventual prisão de Lula até ao dia 4 de abril.

Nessa altura, o STF deverá voltar a julgar o pedido de habeas corpus levado a cabo pela defesa do antigo presidente.

Se o salvo-conduto não tivesse sido emitido, a decisão desta segunda-feira poderia significar que Lula receberia um mandado de prisão imediato.

De acordo com a Agência Brasil, o documento foi assinado pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e foi enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

O julgamento tem lugar quando passam quase dois meses do julgamento em que Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem dinheiro.